Professor é demitido por ter aplicado injeção de insulina na sala de aula

De todas as razões para demitir um professor – tirando pornografia, sexo com um estudante, inutilidade geral – existe mais um novo motivo entre nós: diabetes.

Até janeiro de 2013, Marc Schaeffer foi professor substituto no Distrito Escolar de Broward. Agora, em uma ação federal apresentada no final de agosto, o ex-educador alega que perdeu o emprego porque os administradores da escola não distinguiram a diferença entre tomar uma injeção de insulina antes de desmaiar e aplicar uma injeção com drogas para se divertir.

Schaeffer tem diabetes tipo 1, uma condição que requer 5 a 7 injeções de insulina por dia, inclusive logo após as refeições. Sem estas aplicações, diz o processo, Schaeffer perde a consciência. Quando ele foi contratado como professor substituto para escolas de Broward, em 2008, o distrito supostamente sabia tudo sobre sua doença. Ele preencheu as informações adequadas sobre sua deficiência em seu pedido de emprego.

Ao longo dos anos, o diabetes nunca fez Schaeffer ficar desanimado. Mais recentemente, ele trabalhou no New River Middle School. Devido à sua condição, ele tinha feito um acordo com a escola: sempre que precisasse tomar sua insulina, ele avisa a administração e outro membro da equipe era enviado à sua sala para sentar-se com a classe enquanto Schaeffer aplicava sua injeção em algum local privado. O acordo funcionou durante três anos.

Então, em 13 de janeiro de 2013, Schaeffer estava trabalhando em New River, quando precisou tomar uma injeção, ele chamou a administração, mas ninguém veio. Ele chamou novamente. Ainda assim, ninguém. Ele estava perto de ficar inconsciente. “Ele foi deixado nesta situação impossível”, explica o advogado dele, Jamie Alan Sasson, do Tickin Law Group. “Não havia nada que pudesse fazer. Se ele saísse e deixasse as crianças sem supervisão, ele teria ficado em apuros por isso”.

Em vez disso, Schaeffer virou as costas para a classe e mais discretamente possível administrou sua insulina na sala.

No dia seguinte, o professor foi em convidado para procurar novo local para trabalhar. Todos os seus futuros compromissos com a escola foram subitamente cancelados. Quando ligou para a escola, o vice-diretor disse que ele foi denunciado por “estar tomando drogas em sala de aula”.

Agora Schaeffer está processando o Distrito por causa da discriminação. “Esta tem sido uma questão médica ao longo da vida, e ele tinha avisado à escola sobre isso”, explica Sasson. “Eles tentaram rotulá-lo como sendo um usuário de drogas”.

O Conselho Escolar de Broward não respondeu a um pedido de comentário no final de sexta-feira. Se eles responderem, vamos atualizar.

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