Quem é o seu Gurú da Diabetes?

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Você tem alguém empenhado em ajudá-lo a manter o seu açúcar no sangue sob controle? Se não, talvez seja hora de você conhecer um profissional de educação em diabetes.

Charles Macfarlane, CEO da AADE, Associação Americana de Educadores de Diabetes, disse: “Nós temos 14 mil membros na AADE, e 2.500 deles estão frequentando nossa conferência anual. Educadores de diabetes levam uma verdadeira paixão para tudo o que fazem e mostram”.

A conferência de quatro dias, realizada entre os dias 06 e 9 de agosto em Orlando, contou com uma sessão sobre a reforma da saúde e como ela mudou a educação em diabetes e a prestação de cuidados primários. Além de uma série de sessões de informação e workshops, o encontro também contou com uma área de exposição com informações sobre os novos medicamentos para diabetes e os mais recentes aparelhos de monitoramento de alta tecnologia.

O que os Educadores de Diabetes fazem?

Educadores de diabetes ajudam os pacientes a gerenciar sua diabetes em muitos níveis. “Diabetes é uma doença crônica e que precisa ser gerenciada todos os dias. Nós temos na AADE o que chamamos de “quadro de comportamentos de auto-cuidados”, que inclui sete comportamentos: alimentação saudável, ser ativo, monitoramento de glicose no sangue, tomar a sua medicação, resolução de problemas, reduzir os riscos e enfrentamento saudável. Tentamos enquadrar a conferência em torno desses sete comportamentos de auto-cuidados”, disse Macfarlane.

Diabetes é uma condição complexa e a auto-gestão pode ser uma batalha difícil. “Os pacientes não podem simplesmente tomar a medicação e, em seguida, fazer o seu dia sem se preocupar com a doença”, explicou Macfarlane. “Se estiver tomando insulina, você tem que estar pensando como vai exercer a sua atividade, e se o que você está comendo impacta a eficácia da insulina. Os nossos membros ajudam os pacientes a fazerem isso”.

O AADE já existe desde 1973 e, enquanto o número de membros tem vindo a aumentar nos últimos 20 a 25 anos, o crescimento tem sido particularmente mais visível nos últimos anos. No ano passado, a adesão cresceu quase 4 por cento e em 2012, a participação subiu 7 por cento. O Conselho Nacional de Certificação de Educadores de Diabetes (NCBDE) já certificou cerca de 18.000 educadores até agora, de acordo com Macfarlane.

“Nós continuamos a ver um aumento no número de pessoas que têm diabetes diagnosticadas e não diagnosticadas. Nós também estamos vendo uma maior atenção sendo dada à pré-diabetes. Setenta e nove milhões de pessoas nos Estados Unidos são estimadas para ter pré-diabetes”, disse Macfarlane. “Educador de Diabetes é uma especialidade crescente que permite aos profissionais se envolverem com seus pacientes de uma forma ligeiramente diferente. Não se trata de apenas um atendimento único quando eles vêm para o consultório. É uma assistência contínua, ajudando a gerenciar sua doença”.

Educadores de diabetes vêm de muitas experiências profissionais diferentes, incluindo enfermeiros, enfermeiros de práticas avançadas, assistentes médicos, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas e profissionais de educação física.

“Educadores de diabetes costumam ser empregados em programas de educação em diabetes dentro de hospitais, grupos de médicos, e alguns desses profissionais operam de forma independente. Nós estamos vendo mais programas de educação baseados em farmácias e até mesmo em empresas de varejo, como em supermercados Safeway”, disse Macfarlane.

Economizando dinheiro para o sistema de Saúde

A reunião da AADE contou com uma discussão intermediada por Jonathan Oberlander, Ph.D., professor de medicina social e da política de saúde e gestão na Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, sobre o impacto do Affordable Care Act (ACA). Um dos objetivos da ACA, também chamado de Obamacare, é manter os custos de saúde para baixo, dando aos pacientes atendimento primário de melhor qualidade, a fim de mantê-los fora do hospital.

“A reforma da saúde está realmente mudando a maneira como os cuidados primários e crônicos são realizados”, disse Macfarlane. “Nossos membros são perfeitamente posicionados para serem um recurso de ajuda a gerir o que, provavelmente, vai ser um sistema de cuidados de saúde primário sobrecarregado. A oportunidade é para que sejam um auxílio na redução de custos. A associação tem trabalhado, e vai continuar a trabalhar, olhando para os resultados dos pacientes do ponto de vista clínico e sobre o seu impacto econômico”.

Os dados mostram que os educadores de diabetes ajudam a reduzir o tempo de internação do paciente e, principalmente, as reinternações, disse Macfarlane. “Reduzir os níveis de açúcar no sangue dos pacientes, também reduz complicações e comorbidades, como doenças cardíacas e hipertensão e, em última análise, os custos destes impactos”, disse ele.

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A redução de açúcar no sangue, pressão arterial, colesterol

Um novo estudo apresentado na reunião AADE por pesquisadores do New York-Presbyterian Hospital mostrou que a educação em diabetes, de fato, melhora os resultados para as pessoas com diabetes, levando a uma redução de açúcar no sangue, pressão arterial e níveis de colesterol.

No estudo, 1.263 pessoas com diabetes que viviam em uma área urbana de baixa renda recebeu quatro sessões particulares de 30 minutos com educadores de diabetes para aprender a trabalhar nas diretrizes da AADE de Comportamentos de autocuidados. Eles também participaram de sessões de grupo com educadores de diabetes para ajudá-los a se concentrar em suas escolhas de um ou mais desses comportamentos.

Após 15 meses de trabalho com um educador de diabetes, os participantes, em média, baixaram os níveis A1C (açúcar no sangue) em 67 por cento e os seus níveis de LDL (mau colesterol) em 53 por cento. Depois de receber educação em diabetes, 25 por cento dos pacientes tiveram a pressão arterial elevada, em comparação com 32 por cento antes do estudo.

Lovelyamma Varghese, RN, diretor da prática de enfermagem e de qualidade para a Rede de Atenção Ambulatorial do New York-Presbyterian Hospital, disse em um comunicado de imprensa, “Educação em diabetes não é apenas útil, é necessário para as pessoas com a doença. Ela foi projetada para capacitar os doentes em sua auto-gestão e para alcançar seus objetivos”.

Macfarlane acrescentou: “Nosso objetivo é conscientizar o público de que existem educadores de diabetes. Eles estão presentes, como um valioso recurso para os pacientes e médicos. Nós enxergamos sua presença como uma oportunidade real para reduzir os custos, o que certamente é um dos objetivos da reforma da saúde, mas, principalmente, para proporcionar melhores resultados para os pacientes”.

 

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