Pé diabético: como evitar esta complicação comum da doença

Cerca de 10% dos brasileiros com mais de 40 anos tem diabetes e metade ainda não está diagnosticada. Não saber que tem a doença e falta de cuidados são os principais motivos para o descontrole do diabetes, que pode ter consequências graves para o organismo. Problemas vasculares nos membros inferiores, mais conhecidos como pé diabético, são complicações comuns e podem levar à perda do membro.

O problema normalmente acontece a partir de uma área machucada ou infeccionada que logo desenvolve feridas difíceis de tratar por causa de uma deficência vascular que o diabetes provoca em pernas e pés. As feridas podem ser consideradas agudas ou crônicas, que são aquelas que não se fecham em até 30 dias. Em ambos os casos podem ser ainda complexas, que são as de tratamento dificultado pela conjuntura do paciente.

De acordo com a enfermeira Mara Blanck, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE), essa complicação tem prevenção e tratamento específico. Para aqueles que já sofrem com o pé diabético, existem curativos inovadores que auxiliam no tratamento. Além das orientações dadas ao próprio paciente, os especialistas prescrevem calçados e palmilhas apropriadas para cada caso.

– Atualmente, as indústrias farmacêuticas inovam com relação ao principio ativo dos seus produtos de forma que sejam mais eficazes também dando a ferida uma melhor forma de cicatrização e melhor custo para o sistema de saúde evitando a sua troca diariamente — completa.

Os casos de alta complexidade são tratados em conjunto com cirurgia para tentar reestabelecer a vascularização da região e evitar a amputação. A perda do membro é resultado da necrose, que acontece por falta de circulação sanguínea. Os principais sinais do processo de necrose são diminuição da sensibilidade e da capacidade de mover a região, pele azulada e depois negra, dores e febre.

O Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac) e o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede), unidades ligados ao governo do Estado, fizeram uma parceria para melhorar o atendimento de pacientes com o problema. A expectativa dos especialistas é reduzir, significativamente, o índice de amputação, não só por intermédio da revascularização como também da conscientização dos pacientes e dos profissionais de saúde acerca dos procedimentos que podem ser adotados nos casos de alta complexidade.

8 coisas que você precisa saber sobre pé diabético

Especialistas da Secretaria de Estado de Saúde fizeram uma lista de oito cuidados que os diabéticos devem ter com a saúde e com os pés para evitar complicações e prejuízos ao corpo.

  1. Mantenha a taxa glicêmica sob controle e faça exames regulares.
  2. Tenha atenção a sintomas como: formigamentos; perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas.
  3. Faça exame visual dos pés diariamente e avaliação médica periódica. Pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 devem passar, regularmente, por uma avaliação dos pés.
  4. Atente para a existência de frieiras; cortes; calos; rachaduras; feridas ou alterações de cor. Uma dica é usar um espelho para se ter uma visão completa. E informe sempre seu médico.
  5. Mantenha os pés sempre limpos e use sempre água morna, e nunca quente, para evitar queimaduras.
  6. Prefira meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como nylon.
  7. Antes de cortar as unhas, lave-as e seque-as bem. Para cortar, usar um alicate apropriado, ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado, com as laterais levemente arredondadas, e sem tirar a cutícula.
  8. Opte por calçados fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza.

 em Brasil 18/07

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