Cientistas criam adoçante sem calorias

Os cientistas conseguiram contornar o complicado processo de produção do adoçante eritritol ao substituir leveduras raras e melaço altamente concentrados por palha e fungos para criar exatamente o mesmo produto, só que muito mais barato.

Tendo recebido entusiasmadas críticas dos consumidores e poucas dúvidas de especialistas em saúde, o eritritol é cada vez mais procurado na Europa e América do Norte.

Ele não possui efeitos laxantes – uma queixa comum em torno de outros edulcorantes – não causa cáries nem afeta os níveis de açúcar no sangue e, claro, é livre de calorias.

Entendendo que a palha contém componentes químicos que podem se transformar em açúcar quando tratada com as enzimas corretas, pesquisadores em Viena descobriram que modificando geneticamente um fungo eles criam quantidades maciças deste açúcar, difíceis de conseguir através de enzimas.

“Sabíamos que o fungo Trichoderma reesei é, em princípio, capaz de produzir o eritritol, mas geralmente apenas em pequenas quantidades”, diz o Dr. Robert Mach, da Universidade de Tecnologia de Viena. “Ao modifica-lo geneticamente, conseguimos estimular a produção de uma enzima, que permite a produção em grande escala do adoçante”.

A equipe de pesquisadores em Viena já patenteou a sua descoberta, juntamente com a empresa Annikki.

“Nós provamos que o novo método de produção funciona,” diz o Dr. Mach. “Agora queremos aprimorá-lo juntamente com os nossos parceiros da indústria, de modo que ele possa ser usado para a produção em grande escala”.

O estudo foi publicado na AMB Express, um jornal com foco em microbiologia industrial aplicada.

http://www.huffingtonpost.ca/


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