Federação Espanhola de Diabetes acha que paciente diabético deve ter papel “mais ativo”

A Federação de Diabéticos da Espanha (FEDE) alegou, durante a segunda edição do Congresso Nacional da Sociedade Espanhola de Médicos de Cuidados Primários (SEMERGEN), que o próprio doente diabético deve ter um papel mais “ativo” no Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Na sua opinião, o papel ativo da pessoa com diabetes é a “chave” para que ela possa alcançar uma conduta mais responsável na gestão de sua doença. Uma maior informação sobre a doença permitiria que a pessoa aprendesse a gerenciar e tomar decisões concretas em situações específicas, reduzindo o tempo em consultas médicas.

No entanto a FEDE lamentou que o paciente com conhecimentos sobre a doença não é aquela pessoa normal que se consulta no médico. A maioria dos pacientes têm “graves deficiências” na educação, em sua formação em diabetes e também costuma ir para a consulta com “muitas dúvidas e alguns medos.

Neste ponto, segundo a entidade, o padrão de relacionamento entre médico e paciente deve ser o “cara a cara”, em que todos os profissionais colaboram para definir e atingir metas de tratamento e, assim, alcançar uma maior qualidade de vida para o paciente.

“Esta é uma das principais demandas que a administração pública ainda não atendeu, onde o paciente com maiores conhecimentos desempenha um papel crucial na educação em diabetes, apoiando e aconselhando outros pacientes sem uma formação suficiente”, disse a organização.

Outro pilar sobre o qual FEDE reivindicou mais atenção é sobre o modelo de relacionamento entre as Associações de Pacientes (AAPP) e as Sociedades Científicas (SSCC). Neste sentido, o presidente do Cantábrico Diabetes Association (CDA) e vice presidente da FEDE, Aureliano Ruiz Salmão, alertou que a relação entre essas agências é “desequilibrada”, e que é algo está se “arrastando” por um tempo porque as SSCC continuam a ser vistas pela Administração Pública como um complemento para as atividades que deveriam ser implementadas em conjunto.

“Essas relações devem estar em condições de igualdade, onde você deve trabalhar no mesmo nível frente a outros parceiros de mídia, administração pública e indústria. Só assim poderá existir um quadro comum para a colaboração para as duas agências adotarem uma visão mais global do paciente e da doença” complementou o especialista.

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