A vida com diabetes do tipo 2: Em louvor da metformina

O sujeito que escreve um dos blogs que visito todas as manhãs, muitas vezes apresenta links para artigos sobre as maravilhas do bacon. Sempre que ele descreve um desses itens, mostrando ainda uma e outra grande coisa sobre carne de porco, ele pergunta: “Bacon: Há algo que não se pode fazer?”

Muitas vezes penso a mesma coisa sobre a metformina, um medicamento de baixo custo que muitas vezes é o remédio de “arranque” para as pessoas que foram recentemente diagnosticadas com diabetes. É também uma droga básica para muitos de nós diabéticos do tipo 2 que fomos diagnosticados anos atrás – 10 anos no meu caso. Eu tomo quatro comprimidos de metformina diariamente, uma rotina que é tão normal para mim como beber o meu café da manhã e tomar um comprimido de aspirina infantil. Então, o que a metformina faz que o coloca em pé de igualdade em minha mente com a estima que o blogueiro tem para o bacon? Aqui estão algumas delas:

– Ela é vista na diabetes de um ângulo diferente da insulina, sulfonilureias, ou os inibidores de DPP-4.

Metformina faz o fígado abrandar a produção de glicose, e combate o processo de inflamação, uma complicação do diabetes, que faz mais do que apenas destruir os órgãos e o sistema cardiovascular.

– A comunidade médica já percebeu que a metformina é um maravilhoso preventivo contra o desenvolvimento do diabetes.

Os médicos estão cada vez mais lidando com pré-diabetes e síndrome metabólica – um precursor da diabetes – prescrevendo metformina. Tal uso preventivo da droga marca uma tendência para combater a pré-diabetes e os novos casos diagnosticados de diabetes tipo 2 com uma maior intensidade, com a aplicação antecipada de tantas armas médicas quanto possível.

– Ela tem poucos efeitos colaterais.

O pior parece ser os problemas estomacais ou desconforto intestinal. Além disso, a metformina é raramente associada com hipoglicemia, provavelmente, o efeito que as pessoas com diabetes têm mais medo.

– Ela combina bem com outros medicamentos.

As empresas farmacêuticas estão combinando cada vez mais metformina com outras drogas para formar novos e poderosos medicamentos para diabetes e de gestão para pré-diabetes. Os exemplos incluem:

  • MK2, uma nova droga desenvolvida recentemente na Grã-Bretanha, quando combinado com metformina forma uma “super pílula” que os cientistas acreditam que pode tratar os pacientes com obesidade grave de desenvolver diabetes, prevenindo o desgaste das células à insulina. (Yahoo Notícias)
  • A bromocriptina (marca CYCLOSET), em combinação com metformina, tem demonstrado reduzir em 53% o risco de eventos cardiovasculares em diabéticos do tipo 2 em comparação com o placebo. (Clinical Endocrinology News)
  • Na Europa, a AstraZeneca / Bristol-Myers Squibb está na iminência de receber aprovação para comercializar Xigduo ®, um medicamento que combina a dapagliflozina inibidor SGLT2 com metformina. (Dapagliflozina trabalha fazendo os rins liberarem a glicose para o fluxo urinário ao invés de reintroduzi-la na corrente sanguínea) Para o Xigduo poder entrar no mercado dos EUA, o FDA tem que aprovar a dapagliflozina – um resultado que parece provável, em 2014.

– A metformina não só ajuda a controlar o diabetes, como também ajuda pessoas com diabetes como a lidar com outras doenças.

Resultados de uma meta-análise publicada em novembro em revista oncologista mostra que os pacientes com câncer e tipo 2 que tomam metformina têm uma taxa de sobrevivência maior do que o diabético do tipo 2 que faz uso de outros tipos de medicamentos para diabetes. (Medscape)

– Como muitas coisas boas, a metformina é algo que valeu a pena esperar.

Durante anos, a metformina foi velada na obscuridade, tornando ainda mais gratificante sua revelação, mais tarde, como uma poderosa ferramenta terapêutica para quem é do tipo 2. A droga foi originalmente desenvolvida no início de 1920, e por um tempo parecia ter uma resposta de como tratar os sintomas do diabetes. Mas o sucesso espetacular da insulina, descoberta em 1921, lançou uma sombra durante anos sobre a metformina. Por volta de 1940, o interesse por esta droga foi renovada, mas não tinha sido até a década de 1950 na Europa, início dos anos 1970 no Canadá, e meados da década de 1990 nos Estados Unidos quando a droga foi introduzida (como Glucophage da Bristol-Meyers Squibb) para o mercado.

– Eu mencionei que é barato? Também existe genérico.

Metformina, há muito tempo atrás, quando uma empresa farmacêutica apresentou ao mercado dos EUA, custava um preço alto para poder cobrir os custos de desenvolvimento e lucros. Agora vendida sob uma variedade de nomes – Glucophage XR, Carbophage SR, Riomet, Fortamet, Glumetza, Obimet, Gluformin, Dianben, Diabex, Diaformin, Siofor e Metfogamma – metformina, de todos os medicamentos para diabetes disponíveis, é de longe o menos dispendioso para o tratamento da diabetes do tipo de 2.

Assim, um pouco das virtudes do bacon para o mundo da diabetes.

 

Patrick Totty

 

http://diabeteshealth.com/


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