Novo Nordisk inicia testes de fase intermédia com nova pílula para diabetes

Novo Nordisk está prestes a lançar um estudo clínico de fase intermédia com uma pílula do medicamento GLP-1, intensificando a busca do uso de comprimidos para diabetes que podem substituir as injeções.

O ensaio de Fase II pode começar já na próxima semana e vai envolver cerca de 600 pacientes, disse o diretor de Ciência Mads Krogsgaard Thomsen, na última quinta-feira.

“É um marco, porque esta não é a inovação incremental, é a inovação disruptiva”, disse ele em entrevista à Reuters durante uma visita a Londres.

Os resultados do estudo são esperados em torno de um ano.

A empresa dinamarquesa já é o maior fornecedor mundial de medicamentos para diabetes, que incluem seu popular produto GLP-1 chamado Victoza. Tal como suas insulinas mais vendidas, atualmente Victoza é aplicado através de um dispositivo de injeção caneta.

Uma versão pílula oral marcaria uma mudança radical na terapia, fazendo o tratamento mais conveniente, abrindo um novo e importante mercado num momento em que os casos de diabetes estão subindo em todo o mundo.

Estima-se atualmente que um total de 382 milhões de pessoas estão vivendo com a doença. A grande maioria tem diabetes tipo 2, tipo ligado à obesidade e falta de exercícios.

As vendas de medicamentos para diabetes valiam 42,4 bilhões dólares em todo o mundo em 2012, segundo a empresa de informações de saúde IMS Health.

Drogas glucagon-like peptide-1 (GLP-1), estimulam a liberação de insulina quando os níveis de açúcar no sangue ficam demasiado altos.

Victoza da Novo Nordisk é o líder de mercado, com vendas no ano passado de 9,5 bilhões de coroas dinamarquesas (1,7 bilhões de dólares), mas enfrenta a crescente concorrência, dentre elas um potencial novo rival da Eli Lilly chamado duraglutide.

Produzir uma forma oral de administrar tais drogas está longe de ser simples e um obstáculo importante seria assegurar que o medicamento venha a ser absorvido adequadamente no corpo.

Thomsen disse que os desafios técnicos significam que pode haver retrocessos no programa de desenvolvimento, mas que ele estava cada vez mais otimista que a produção de um efetivo comprimido de GLP-1 era viável.

“Os dados que temos até agora sugerem que nós podemos fazê-lo”, disse ele, acrescentando que o Novo estava bem à frente das rivais neste campo.

O experimento come 600 pacientes vai comparar a nova pílula ingerida uma vez por dia de GLP-1 contra uma injeção semanal do medicamento GLP-1, conhecido como semaglutide, que Novo tem atualmente em pesquisas de Fase III.

Se tudo correr bem, a Novo acredita que a pílula de GLP-1 poderia chegar ao mercado em cerca de cinco ou seis anos.

Novo também está trabalhando em uma versão oral de insulina, mas que está em um estágio anterior, com uma decisão sobre progredir em testes de Fase II ainda em torno de um ano de distância.

Após duas décadas superando seus rivais da indústria farmacêutica, as ações da Novo estão paralisadas este ano, após recuos na venda de uma nova insulina de longa duração e preocupações sobre os preços de seus produtos.

 

http://www.reuters.com/


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