Trabalhar de pé é bom para você. E pode contar como exercício.

Trabalhar de pé traz benefícios para a saúde à longo prazo, de acordo com estudos recentes

É oficial – ou quase isso – que trabalhar em pé durante o expediente é melhor do que sentar-se. Mesmo que as estatísticas sugiram um declínio no número de reclamações relacionados à dores na coluna adquiridas durante o trabalho, novas evidências mostram que exercícios de baixa intensidade, como ficar em pé, é melhor para a saúde do que ficar continuamente sentado.

O jornal The Economist relata que trabalhar em pé não é apenas uma moda passageira para a vida urbana moderna. Evidências crescentes mostram que o uso constante dos músculos necessários para suportar quem fica de pé, traz benefícios para a saúde à longo prazo em se comparando com a ociosidade ao ficar sentado.

“Essa é toda a noção – que devemos estar em perpétuo movimento durante todo o dia”, disse David Dunstan, um pesquisador da Baker IDI Heart de Melbourne e do  Diabetes Institute, na última sexta-feira. “O que está ocorrendo por meio de mudanças em nosso ambiente é que ao sentarmos, nós negamos qualquer movimento que possa ser considerado perpétuo”.

A ideia, a qual Dunstan diz estar se tornando uma nova e importante área da ciência tem relação com as doenças relacionadas ao estilo de vida – como diabetes, bem como para a saúde músculo-esquelética – poderia ser utilizada para favorecer uma tendência que tem colaborado para o declínio das lesões na coluna nos últimos anos devido ao trabalho. Dados da agência WorkSafe Victoria mostram que o número de reclamações de lesões nas costas caiu para 5.517, ou menos 19 por cento de todas as reivindicações feitas, em 2012 que foram de 7670, ou uma redução de 24 por cento, em relação a 2003.

O aumento da produtividade e a redução de horas perdidas devido à doenças ou lesão, são as principais preocupações dos empregadores. Uma relatório da Fundação Australiana de Saúde do mês passado, colocou o custo da perda de produtividade relacionada a problemas com drogas e álcool em 5,2 bilhões dólares e disse que enquanto aqueles que bebem e que podem ser considerados alcoólatras ​​demoram mais tempo ausentes do que os empregados regulares, os bebedores ocasionais são responsáveis pela maioria das faltas por causa do álcool.

O jornal Economist cita estudos que sugerem que as pessoas menos ativas em suas vidas diárias são mais propensas a desenvolver diabetes, doença cardiovascular ou morrer de ataque cardíaco do que as pessoas mais móveis, independentemente da pessoa estar ou não envolvida em rigorosos exercícios feitos em academia.

“Os períodos prolongados de inatividade são ruins, independentemente de quanto tempo você também gasta em atividades de alto impacto claramente benéficos, como correr ou andar em esteiras na academia”, diz o periódico. “O que você precisa, em vez disso e a mais recente pesquisa sugere, é uma atividade de baixo nível constante”.

 

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