Sociedade de Nutrição elabora recomendações para a prevenção de diabetes

A perda de peso é a pedra angular entre as medidas de mudança do estilo de vida para que as pessoas com pré-diabetes evitem de progredir para diabetes tipo 2, mas outras medidas alimentares também ajudam, de acordo com um projeto de recomendações de um grupo de trabalho da Academia Americana de Nutrição e Dietética.

Além da perda de peso, houveram novas recomendações como consultas à nutricionista dietista para o fornecimento de uma terapia de nutrição médica para pessoas com pré-diabetes com a produção de planos individualizados na distribuição de macronutrientes, disse Patricia Davidson, na reunião anual da American Association of Diabetes Educators.

“A nutricionista dietista e o educador de diabetes certificado oferecem uma terapia de nutrição médica como parte de uma equipe de gerenciamento de diabetes desempenhando um papel importante na prevenção do aparecimento de diabetes tipo 2”, disse o Dra. Davidson, que atende em Westfield, NJ, e presidiu o painel que elaborou as recomendações.

A versão definitiva para publicação está prevista para o final deste ano, disse ela. As recomendações dos projetos também sugerem reduzir o índice glicêmico da pessoa assim como sua carga glicêmica. “Reduzir a carga glicêmica pode ou não ajudar, mas certamente não irá prejudicar, de modo que podemos experimentá-lo”, disse Shelley Mesznik, membro do painel de recomendação, nutricionista e educadora de diabetes certificada em Mount Kisco, NY.

Além disso, as recomendações sugerem o consumo de proteína vegetal, em vez de proteínas animais na prevenção de diabetes, mesmo sabendo que não há evidências seguras de que a quantidade de tipos particulares de gordura na dieta podem afetar a progressão para diabetes.

Dra. Patricia Davidson (esquerda) e Shelley Mesznik
Dra. Patricia Davidson  e Shelley Mesznik

As recomendações também sugerem que, apesar da falta de evidências absolutas, fazer alguma atividade física seria um meio para prevenir a progressão para a síndrome metabólica (quando feito de 135-180 min / semana), mesmo não havendo nenhum efeito documentado de atividade sobre o desenvolvimento da diabetes.

Apesar de endossar a terapia de nutrição médica, ambas as palestrantes destacaram a primazia da perda de peso, conseguida através da modificação de estilo de vida ou cirurgia bariátrica. “Nós definitivamente descobrimos que a perda de peso é a chave”, disse Davidson.

“Se um paciente insiste em algúm número, dizemos que o objetivo seria perder de 10% -15%, mas estamos à procura de tendências na direção certa, a perda é mais importante do que o tamanho da perda”, disse Mesznik.

As recomendações especificam que várias das intervenções marginais, como a redução da carga e índice glicêmico, a utilização de proteína vegetal, e uma maior atividade física, fazem prova de suas eficácias apenas no contexto da perda de peso simultânea.

O painel realizou uma revisão da literatura para determinar se a dieta pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Os resumos das evidências extraídas desta literatura que formaram as bases para as recomendações estão disponíveis apenas para os membros da Academia de Nutrição e Dietética, disse o Dr. Davidson.

O grupo de trabalho também abordou a definição de pessoas com alto risco para diabetes, e discutiram as diferenças entre os pacientes em risco por causa de pré-diabetes – com base nos níveis de glicose em jejum ou sobre os níveis sanguíneos de hemoglobina A 1c , e aqueles em risco com síndrome metabólica. A maioria das intervenções discutidas parecem igualmente eficazes em ambas as populações, exceto o exercício, que é mais eficaz para a síndrome metabólica.

O painel também comentou sobre a prevalência do crescimento de pré-diabetes. Em 2010, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças estimou que 79 milhões de americanos com 20 anos ou mais de idade tinham pré-diabetes, que incluiu cerca de metade das pessoas com 65 anos ou mais de idade, disse Mesznik. Em 2009, o CDC estimou que cerca de um terço dos americanos com 20 anos ou mais de idade tinham síndrome metabólica.

mzoler@frontlinemedcom.com

 

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