Medtronic – 530G MiniMed – Quase um pâncreas artificial

A Medtronic Inc. (MDT) projetou uma bomba de insulina para desligar temporariamente e que é capaz de reduzir a incidência de hipoglicemias,  uma condição potencialmente fatal que ocorre quando o açúcar no sangue cai para um nível muito baixo. Isto significa um avanço fundamental no esforço para automatizar totalmente a injeção de insulina em pacientes com diabetes.

O estudo foi publicado sábado, no New England Journal of Medicine e será apresentado na reunião anual da American Diabetes Association desta semana.

Foram envolvidos 247 pacientes com diabetes tipo 1, uma doença que afeta o pâncreas, órgão que produz o hormônio insulina. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam ter insulina administrada por injeção ou por uma bomba. O estudo, chamado ASPIRE, foi financiado pela Medtronic.

A tecnologia atual permite às pessoas que usam bombas de insulina, também utilizar um sensor que mede a quantidade de açúcar no sangue para ajudar a programar suas bombas para fornecer a quantidade adequada de insulina. Pesquisadores têm trabalhado por anos para ligar as duas tecnologias, a fim de automatizar a administração de insulina como parte de um esforço muitas vezes referido como um pâncreas artificial.

“Isso representa um grande passo para frente no desenvolvimento de um pâncreas artificial”, disse Anne Peters, diretora de programas clínicos de diabetes na Escola Keck de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia, que não esteve envolvida no estudo.

O sensor é uma pequenina e fina agulha inserida na pele que monitora constantemente a glicose no sangue, enquanto que a bomba é um pequeno dispositivo ligado a um cateter inserido no abdômen de modo a injetar a insulina. Insulina serve para baixar o nível de açúcar no sangue, mas também pode fazer os níveis de açúcar cair demasiadamente, uma condição chamada de hipoglicemia. Esta condição pode ser fatal, especialmente à noite, quando os pacientes não estão cientes de como está o seu nível de açúcar no sangue.

O pesquisador principal do estudo, Richard M. Bergenstal, e diretor-executivo do International Diabetes Center no Parque Nicollet Health Services, em Minneapolis, explicou que os sensores de glicose já enviam dados sobre os níveis de açúcar no sangue de bombas de insulina, a fim de ajudá-los a programar a bomba.

Os pacientes são alertados quando o açúcar no sangue cai muito, mas Dr. Bergenstal disse que muitos pacientes dormem enquanto o alarme toca durante a noite, motivo o qual os pesquisadores estão trabalhando para o desenvolvimento de um sistema que pode parar automaticamente por tempo determinado, a injeção de insulina.

A bomba de insulina experimental da Medtronic – o 530G MiniMed – foi projetada para desligar por duas horas, quando os níveis de açúcar no sangue caem para um nível considerado muito baixo. Ela foi comparada com a de um grupo de pacientes que fazem uso da bomba MiniMed, mas que o sensor não desliga automaticamente.

A bomba MiniMed com o sistema de desligamento automático está pendente a revisão pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão de controle de equipamento médico dos EUA. Um sistema semelhante já está aprovado para utilização na Europa.

O principal objetivo do estudo foi analisar se a bomba com o desligamento automático reduzia a taxa de eventos hipoglicêmicos noturnos ou à noite, em comparação com pacientes em uso de uma bomba de insulina Medtronic tradicional. O estudo mostrou que o sistema MiniMed reduziu a taxa de hipoglicemia noturna em 32% e reduziu a taxa do que é considerado como sendo eventos graves em 38% durante o tempo do estudo que foi de três meses.

Dr. Bergenstal disse que o estudo também mostrou que os níveis globais de açúcar no sangue foram similares entre os dois grupos de pacientes ao longo do estudo. Ele disse que uma preocupação com a bomba de insulina ao desligar é fazer com que os níveis de açúcar no sangue não suba demais.

 

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