Uso de células-tronco poderia ajudar a curar diabetes tipo 1

Os danos causados ​​às células produtoras de insulina ocasionados pelo sistema imunológico nos pacientes com diabetes tipo 1 pode ser mais prejudicial do que se acreditava anteriormente. Porém um cientista da Universidade de Missouri acredita que uma nova descoberta pode levar ao desenvolvimento de uma potencial cura para a doença.

Indivíduos que sofrem de diabetes tipo 1 dependem de injeções diárias de insulina para sobreviver, e sem estas aplicações, o sistema de defesa do seu corpo atacaria as próprias células que estavam destinadas a proteger.

Agora, Dr. Habib Zaghouani da Escola de Medicina da Universidade de Missouri, relatou que estes tipos de ataques podem ser mais prejudiciais do que os cientistas haviam pensado, e que esta pesquisa poderia levar a melhores opções de tratamento realizadas por uma combinação de uma nova droga promissora para o diabetes em conjunto com células-tronco adultas.

“Nós descobrimos que o diabetes tipo 1 não destrói apenas as células produtoras de insulina, mas também os vasos sanguíneos que as suportam”  disse em um comunicado o Dr. Zaghouani, que detalha seus resultados na edição online da atual revista Diabetes.

“Quando percebemos o quão importante são os vasos sanguíneos para a produção de insulina, é que pudemos então desenvolver um tratamento que combina uma droga que criamos com células-tronco adultas da medula óssea”, acrescentou. “O medicamento cessa o ataque do sistema imunológico e as células estaminais geram novos vasos sanguíneos que ajudam as células produtoras de insulina a se multiplicar e prosperar.”

O Dr. Zaghouani passou os últimos anos estudando dezenas de doenças auto-imunes, tais como diabetes do tipo 1, que também é conhecida como diabetes juvenil e quando não bem monitorada, pode acarretar doença cardiovascular, renal e danos nos nervos, osteoporose e outras complicações. Esta forma de diabetes ataca o pâncreas, órgão que abriga grupos de células conhecidas como ilhotas onde se encontram as células beta, explicaram os pesquisadores.

Na maioria das pessoas, as células beta produzem insulina, uma substância que controla os níveis de açúcar no sangue, mas em pessoas com diabetes tipo 1, já não o fazem porque foram atacadas pelo sistema imunológico do corpo. Quando o sistema imunológico ataca as células beta, as veias capilares que ajudam a transportar o sangue para as ilhotas também são danificadas, e é esta descoberta que inspirou os pesquisadores de Missouri a trabalharem em uma nova potencial cura.

Anteriormente, o Dr. Zaghouani e seus colegas desenvolveram  o Ig-GAD2, um novo tipo de medicamento usado para ajudar a tratar a diabetes tipo 1. Eles descobriram que o tratamento com este fármaco ajuda a evitar que o sistema imunológico ataque as células beta. No entanto, muito poucas das células beta sobrevivem ao ataque para inverter a doença. Baseado em suas descobertas, ele e seus companheiros usaram uma combinação do Ig-GAD2 e células-tronco adultas da medula óssea e injetaram no pâncreas, na esperança de que essas células-tronco evoluíssem e substituíssem as células beta.

“A combinação do Ig-GAD2 e células da medula óssea resultou em produção de novas células beta, mas não da maneira que esperávamos”, disse o Dr. Zaghouani. “Nós pensávamos que as células da medula óssea iriam evoluir diretamente em células beta. Em vez disso, as células da medula óssea proporcionaram o crescimento de novos vasos sanguíneos, e eram estes vasos sanguíneos que facilitavam a reprodução de novas células beta. Em outras palavras, descobrimos que para curar a diabetes tipo 1, é preciso reparar os vasos sanguíneos que permitem que as células beta do sujeito cresçam para distribuir insulina por todo o corpo.”

Ele acrescentou que a descoberta foi “extremamente emocionante” para a equipe de pesquisa. O Dr. Zaghouani está declaradamente buscando uma patente para este método de tratamento, e ele espera continuar suas pesquisas testando não apenas em ratos, mas também em os seres humanos. O trabalho está sendo financiado pela sua universidade e pelo National Institutes of Health (NIH).

 

Fonte: redOrbit Staff & Reports Wire

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