Blog – Parte 13 – A diabetes quase esquecida

 

– Vamos para a Disney?  🙂

– Obaaaa!!!  Quando? 😀

– Depois de amanhã. 🙂

– Legal. 😀

Viajar para os EUA quando o passaporte e o visto estão na mão é simples: basta levar umas três malas vazias, uma dentro da outra, tais como as Matrioshkas, aquelas bonequinhas russas em que você abre e outra está dentro dela. Eu e TiaBeth não somos diferentes dos milhares de brasileiros que viajam para passear e, por que não, acabam fazendo umas comprinhas. Sinceramente, acho prazeroso chegar à Meca do consumo e renovar os bens duráveis, como roupas e eletrônicos, nunca vistos anteriormente.

Exemplos de produtos para diabetes nas farmácias dos EUA
Exemplos de produtos para diabetes encontrados nas farmácias dos EUA

Porém, sistematicamente, costumo ficar decepcionado ao visitar as grandes farmácias americanas. Na seção de diabetes, os produtos vendidos por lá não são muito mais sofisticados que os existentes por aqui. Apesar de não precisar, eu, mais do que a própria TiaBeth, sonho em encontrar algum super-hiper-ultra-medidor de glicose que não seja da família dos vampiros, um que não precise “beber” sangue, mas ainda não vi isso, infelizmente. Mesmo as tiras reagentes são mais caras que as que compramos nas drogarias nacionais.

E durante algumas viagens, apenas um incidente envolveu a diabetes. Numa ocasião, a Humalog de TiaBeth ficou esquecida numa mala dentro do carro estacionado no sol. Perdeu a eficácia, mas ela adquiriu outra numa pequena farmácia no interior do Wal-Mart local. Apesar do rigor com a venda de medicamentos nos EUA, não é necessário receita médica para a compra de insulina ou suprimentos para diabéticos  naquele país.

Fora isso, não me lembro de outra ocasião em que a diabetes de TiaBeth tenha causado alguma interferência na viagem, e não foi por falta de atividades, pois íamos a todos os parques e não deixávamos de experimentar todos os brinquedos, mesmo os mais radicais. Apesar da diabetes não ter sido ignorada, parecia até não existir. Que bom se todos conseguissem administrar assim a sua própria condição.

Aquele pato eu não sei quem é, mas a moça da esquerda é a TiaBeth. Foto de 2002.
Aquele pato eu não sei quem é, mas a moça da esquerda é a TiaBeth. Foto de 2002.

 – E agora à noite. Vamos passear onde?   🙂

– Você não está cansada não?   🙁

– Nem um pouco. 😀

– O que você anda botando aí nesse frasquinho de insulina??? 😯

Tiabeth em 2010 durante um passeio ao Epcot Center da Disney em Orlando – Flórida
 

marido-tiabeth

Ney Limonge é psicanalista, engenheiro elétrico e casado com Raquel Limonge, diabética do tipo 1 e protagonista das suas histórias. Escreve o blog Psicoanalisando quando lhe sobra tempo e também o  Blog da TiaBeth. Ele não tem diabetes.

 


Similar Posts

Topo