Nova droga para diabetes obtém bons resultados na última fase de testes

A Takeda Pharmaceutical Co apresentou dados positivos já em estágio final de um novo composto para a diabetes chamado fasiglifam.

A empresa anunciou os resultados de um estudo de Fase III na reunião da Sociedade Japonesa de Diabetes em Kumamoto, que mostram que fasiglifam oral, 25mg e 50mg, quando administrado uma vez ao dia, demonstraram efeito de redução da HbA1c estatisticamente significativa e clinicamente relevantes em pacientes diabéticos do tipo 2. Takeda disse que a droga é o primeiro GPR40 agonista que alcançou esta fase final de desenvolvimento.

No estudo de 192 pacientes, o percentual, cujos níveis de HbA1c foram reduzidos para o alvo glicêmico de menos de 6,9% através das dose de fasiglifam 25mg e 50mg ,foram de 30,2% e 54,8%, respectivamente, em comparação com 13,8% para os doentes tratados com placebo. Eventos considerados adversos devido ao seu uso foram leves a moderados para os pacientes que eram todos japoneses, sem diferenças significativas entre os grupos que tomaram fasiglifam e placebo.

Kohei Kaku, professor da Kawasaki Medical School, que fez a apresentação no JDS, disse que “se for aprovado, fasiglifam tem o potencial para se tornar uma nova opção de tratamento importante para diabéticos”. Ele observou que “é um novo medicamento para redução da glicose de pacientes glicose-dependentes da secreção de insulina com baixo risco de hipoglicemia”.

O departamento de diabetes da Takeda tem sido duramente atingido devido ao declínio nas vendas do medicamento Actos (pioglitazona), embora a empresa acredite que o declínio será compensado pela sua nova droga chamada Nesina (alogliptin) recém-aprovada pelo FDA, bem como com a combinação de uma dose fixa deste último e do Actos, comercializado nos EUA com o nome de Oseni.

 

Nota do Editor-Complemento:

Fasiglifam é o primeiro GPR40 agonista a alcançar última fase (Fase III), de desenvolvimento clínico. GPR40 é um receptor acoplado a proteína G sendo altamente expressiva nas células das ilhotas do pâncreas. Agonistas do receptor têm um mecanismo de estimular a liberação de insulina de um modo dependente da glicose, que é diferente das outras classes de medicamentos para a diabetes.

 

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