O que fazer numa emergência de diabetes?

Arun é um energético senhor de 52 anos de idade e um empresário ocupado. Com tudo indo bem no seu caminho, ele tem apenas um obstáculo – ele sofre de diabetes. Embora sua esposa mantenha uma atenção em sua dieta e rotina de exercícios, ela se preocupa com uma dada situação: E se o nível de açúcar do Arun cair sem que ela esteja por perto?

Como Arun, há um número enorme de pessoas que sofrem desta mesma doença. A Índia está rapidamente se tornando o país com maior número de diabéticos do mundo, sendo que quase todos os lares hoje possuem um diabético. Por isso é sensato dizer que mais pessoas sabem sobre emergências diabéticas. Falamos com nosso especialista Dr. Rajiv Kovil, líder diabetologista, sobre o que é preciso ter em mãos no caso de uma emergência.

Dr Kovil diz: “as três complicações mais comuns relacionadas ao diabetes são a hipoglicemia  (baixa de açúcar), cetoacidose diabética (níveis elevados de açúcar no sangue) e coma hiperosmolar não cetótica uma condição em que o açúcar no sangue da pessoa vai acima de 600 unidades”.

Em relação à hipoglicemia, existem basicamente três tipos principais:

  • Hipoglicemia leve, que ocorre quando o paciente sente sintomas de mal-estar, tontura, sudorese excessiva, etc. Nesse caso, tudo que a pessoa tem que fazer é ter uma porção extra de alguns carboidratos (doces, chocolate ou suco de frutas).
  • No caso de hipoglicemia moderada, o paciente experimenta sintomas um pouco mais graves, como sudorese excessiva, mãos e pés frios, tonturas, palpitações, confusão, irritabilidade, palidez, tremores, fraqueza, ansiedade,  etc.  Nesse caso, ele / ela vai necessitar de alguém para cuidar dele / dela. A melhor maneira de aumentar rapidamente o nível de açúcar é colocar açúcar ou mel embaixo da língua do paciente e procurar imediatamente atendimento médico.
  • Hipoglicemia grave ocorre quando o paciente precisa ser hospitalizado devido ao baixo teor de açúcar. Os sintomas incluem dores de cabeça, falta de coordenação, confusão grave, desmaios, dormência na boca e língua, convulsões e, finalmente, coma. Em tal situação, quem estiver junto, deve procurar imediatamente atendimento médico de emergência.

Segundo o Dr. Rajiv Kovil, “A bandeira vermelha, no caso das pessoas que sofrem de hipoglicemia é chamado a tríade – exibição de sintomas clássicos, baixo nível de glicose e a indicação de que a pessoa responde bem depois de comer algo doce”.

A melhor maneira de ajudar um paciente a partir de um episódio diabético é dar a ele / ela, no mínimo, 15 gramas, de qualquer um dos seguintes alimentos:

  • quatro a seis pedaços de doces açucarados
  • metade de um copo de suco de fruta com açúcar
  • metade de uma xícara de qualquer refrigerante (sem ser o diet)
  • uma colher de sopa de mel
  • uma colher de sopa de açúcar
  • uma colher de sopa de amido de milho
  • um comprimido de glicose

Dr Kovil aconselha, “A hipoglicemia moderada a grave deve ser avaliada corretamente. Hipoglicemia grave em pacientes idosos ou naqueles que sofrem de desconhecimento de hipoglicemia (aqueles que não sentem os sintomas de hipoglicemia ) requerem uma verificação completa e identificação dos possíveis fatores de risco. Isto é fundamental para controlar o diabetes de forma adequada”.

As outras duas emergências diabéticas são devido ao alto nível de açúcar no sangue. “Açúcar elevado no sangue leva à quebra das células adiposas e à formação de cetona ou ácidos no sangue. Esta é uma condição extremamente perigosa que pode levar a complicações graves, como coma ou morte”, diz o Dr. Rajiv Kovil.

Os sintomas de ambas as condições são, o excesso de sede, micção freqüente, náuseas e vômitos, dor abdominal, falta de ar, respiração com aroma frutado e confusão. Tanto a cetoacidose diabética e coma hiperosmolar não-cetótica são condições extremamente graves, que requerem imediata hospitalização. Se uma pessoa está em risco de sofrer de qualquer uma das duas condições, ele / ela pode monitorar seus níveis de açúcar no sangue e os níveis de cetonas na urina através de kits de testes caseiros.

Por fim, o Dr. Kovil diz: “É importante perceber que nem todos os pacientes apresentam sintomas semelhantes. Enquanto alguns podem não apresentar sintomas em tudo, em outros a doença pode se manifestar de forma diferente. Em todos os casos, é essencial verificações regulares dos parâmetros da diabetes e consultas a um bom endocrinologista especializado em diabetes. No caso de pacientes que sofrem de cetoacidose diabética ou coma hiperosmolar não-cetótica, o seu médico deve solicitar exames para verificar se há outras condições subjacentes, tais como infecções ou disfunções de outros órgãos.

http://health.india.com/

PS do Editor TiaBeth:

Agora há uma nova opção para tratar uma hipoglicemia severa que em breve estará nas farmácias nacionais. Saiba mais lendo a notícia abaixo.

FDA aprova primeiro tratamento para hipoglicemia severa que pode ser administrada sem uma injeção


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