Mulheres que bebem moderadamente têm menos diabetes


Mulheres de meia-idade que comem grande quantidade de carboidratos refinados têm um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2 se beberem álcool com moderação. Depois de acompanhar 80.000 mulheres durante 26 anos, os pesquisadores descobriram que aquelas com uma dieta rica em carboidratos refinados (pão branco, batatas e bebidas açucaradas) tiveram um risco 30% menor de desenvolver diabetes do que um grupo com a mesma dieta, mas que não consumiram álcool.

Uma dieta rica em carboidratos sem beber álcool aumenta em 30 por cento o risco de desenvolver diabetes“, disse o autor principal do estudo, o Dr. Frank Hu, da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston. “Mas se você consumir uma quantidade moderada de álcool reduz esse risco“, acrescentou.

Quase metade dos 26 milhões de adultos norte-americanos com diabetes são mulheres, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em Inglês).

O novo estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, não prova que o álcool protege contra o diabetes. O grupo de estudo de Hu sugere que a influência do álcool se dá na produção de insulina e de outras substâncias que atuam após a refeição neutralizando os picos de açúcar no sangue que promovem o diabetes.

Os pesquisadores analisaram dados de 82.000 participantes do estudo Nurses Health Study. Em 26 anos, 6.950 mulheres (9%) sem diabetes no início do estudo, desenvolveram a doença. As mulheres responderam a cada quatro anos como elas se alimentavam. Em geral, as que consumiam mais os carboidratos refinados (cereais pelo café da manhã, pão, purê de batatas, refrigerantes e suco de laranja) e carne vermelha tinham um risco maior de desenvolver diabetes.

Mas, nesse grupo, as bebedoras “moderadas” (mais de 15 gramas de álcool) tiveram um risco 30% menor de diabetes do que aquelas que não bebiam álcool. Mulheres que consumiam álcool com moderação bebiam uma média de 24 gramas por dia, ou seja, cerca de dois drinques por semana. Apenas uma pequena porcentagem de participantes bebiam 57 gramas ou mais de álcool por dia, apesar de que este grupo não apresentou uma diminuição maior do risco de desenvolver diabetes.

Jill Kanaley, que tem diabetes tipo 2 e perita da Universidade de Missouri, que não esteve envolvida no estudo, diz que os resultados surpreenderam. “Eu nunca tinha lido na literatura que alguns copos de álcool poderiam influenciar na relação entre a quantidade de carboidratos da dieta e o risco de diabetes“. Kanaley acrescentou: “Há muitos fatores que foram ignorados pelo estudo, como quando o álcool foi consumido e se foi com a comida, ou que tipo de bebida que era“.

 

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