Apoio social positivo no trabalho reduz o risco de diabetes

Os casos de diabetes tipo 2 continuam a subir nos EUA. E, embora o desenvolvimento da doença esteja mais comumente associada a fatores de risco como obesidade, pressão arterial elevada e inatividade física, recente pesquisa mostrou que o estresse também pode ter um impacto significativo.

Agora Dr. Sharon Toker da Faculdade de Administração da Universidade de Tel Aviv descobriu que baixos níveis de apoio social e altos níveis de estresse no local de trabalho podem prever com precisão o desenvolvimento da diabetes a longo prazo – mesmo em funcionário que parece ser, de outra maneira, saudável. Publicado no Journal of Occupational Health Psychology, o estudo contribui para um corpo permanente de pesquisas que relacionam condições de trabalho com a saúde física e mental.

Após três anos e meio de um longo estudo com trabalhadores do sexo masculino e feminino, os pesquisadores estabeleceram que as condições de trabalho tiveram um efeito preventivo ou preditivo para o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Os participantes que relataram ter um alto nível de suporte social no trabalho tiveram 22% menor chance de desenvolver diabetes durante o curso do estudo. E aqueles que se descreveram um menor apoio no trabalhado eram 18% mais propensos a desenvolver a doença. Os resultados foram controlados por vários fatores de risco como idade, histórico familiar, nível de atividade, e índice de massa corporal.

O Dr. Toker diz que estes resultados pintam um quadro sombrio, com um aumento preocupante na taxa de diabetes do estudo cuja amostragem de participantes eram de meia-idade, com uma idade média de 48 anos. “Você não quer ver populações trabalhadoras com uma taxa crescente de diabetes. Sai caro para ambos, empregados e empregadores, resultando em absenteísmo e acionando o dispendioso seguro médico”, explica ele.

Avaliação das condições de trabalho

Para o estudo, realizado em colaboração com o professor Arie Shirom do TAU, Dr. Galit Armon, da Universidade de Haifa, e Dr. Samuel Melamed de Tel Aviv Academic College, os pesquisadores recrutaram 5.843 pessoas que visitaram um centro de saúde em Tel Aviv para um exame físico de rotina patrocinado pelo seu empregador. Nessas visitas iniciais, todos os participantes eram saudáveis ​​e não tinham indicação de diabetes.

Para avaliar se o esforço físico e psicológico causado pelo ambiente de trabalho pode prever o desenvolvimento de diabetes, Dr. Toker e seus colegas pesquisadores entrevistaram os participantes de acordo com um “modelo de tensão ampliada do trabalho”, que leva em conta as medidas de apoio social, a carga de trabalho percebida e controle sobre o ritmo e os objetivos de trabalho percebidos.

Após a entrevista inicial e exame, a saúde de todos os participantes foi acompanhada por um período de 41 meses, período durante o qual 182 participantes desenvolveram diabetes, relata Dr. Toker. Quando estes resultados foram analisados ​​em relação às condições de trabalho relatadas, o apoio social emergiu como um fator de proteção forte contra o desenvolvimento da doença, com os indivíduos apoiados estando significativamente em menor em risco de diabetes do que seus pares sem suporte. A carga de trabalho também foi correlacionada com o desenvolvimento da doença, sendo que os funcionários que se sentiram sobrecarregados ou sub-utilizados estavam em maior risco.

Promover o equilíbrio certo

Os resultados destacam alguns dos efeitos negativos em relação às mudanças do nosso ambiente de trabalho, em que os empregados estão trabalhando mais horas do que nunca, diz o Dr. Toker. Além das horas gastas no escritório, a tecnologia agora permite-nos estar constantemente conectados, aumentando as expectativas de que o trabalho será concluído nas horas de folga, em última análise, aumentando a carga de trabalho. Isso tem um forte impacto sobre a nossa saúde, ele adverte.

Uma das descobertas mais interessantes do estudo – que uma muito pequena carga de trabalho é tão prejudicial quanto uma carga de trabalho demasiadamente grande – mostra que reduzir drasticamente a carga de um funcionário ocupado pode não ter o efeito desejado. Os funcionários podem ficar estressados quando sobrecarregados, mas eles ainda precisam se sentir desafiados a estarem satisfeitos em seus trabalhos, observa Dr. Toker.

Ele sugere que os empregadores se concentrem em encontrar o equilíbrio certo, em termos de carga de trabalho, tomando a iniciativa para garantir que seus funcionários recebam o apoio social necessário que inclui uma rede de apoio emocional, seja elogiando o seu bom desempenho ou encontrando formas de melhorar a comunicação do escritório.

 

http://www.sciencedaily.com/


Similar Posts

Topo