Diabéticos transplantados cortam insulina

Três dos quatro pacientes de Ribeirão Preto que se submeteram ao transplante de células-tronco maduras não estão mais utilizando insulina e os níveis de glicemia têm se mantido normais.

Eles participam de uma pesquisa inédita no mundo para diabetes do tipo 1, que atinge jovens e requer aplicações de insulina. Outros oito pacientes devem participar da pesquisa que está sendo coordenada pelo professor de imunologia da Universidade de São paulo (USP) Júlio Voltarelli.

Segundo a hematologista Marina Coutinho, da equipe de Voltarelli, um dos pacientes continua aplicando insulina, mas ela acredita que isso acontece porque o transplante foi feito tardiamente. Marina explica que para o sucesso do transplante ele deve ser feito até seis semanas após o diagnóstico médico. “Após este período, as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina podem já estar destruídas”, diz.

A médica salienta, no entanto, que o fato de os três pacientes terem deixado de usar insulina não significa que eles estão curados. O transplante mais antigo tem cerca de um ano e é preciso um período mais longo para que o resultado seja considerado de sucesso.

Apesar do ineditismo, a experiência de Ribeirão Preto está ainda no começo. Por ser um protocolo inicial, não há um período definido de observação. Em outras doenças, o período é de aproximadamente cinco anos. Os pacientes continuarão sendo observados para verificar se os níveis de glicemia permanecem normais.

Júlio Voltarelli diz que não se trata de cura, mas o resultado obtido até agora mostra que o sistema imunológico parou de destruir as células do próprio paciente e injetadas em sua jugular.

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