Classe de medicamentos contra diabetes previne desenvolvimento de insuficiência cardíaca

Uma classe de medicamentos comumente prescritos para reduzir o nível de açúcar no sangue em pacientes diabéticos parece protegê-los de desenvolver insuficiência cardíaca, segundo um estudo do Hospital Henry Ford, nos EUA, avança o portal Isaúde.

“As pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca. Adultos diabéticos morrem de doença cardíaca duas a quatro vezes mais do que aqueles sem diabetes. Nossos dados sugerem que pacientes diabéticos numa determinada classe de medicamentos são menos propensos a desenvolver insuficiência cardíaca”, afirma o autor da pesquisa David Lanfear.

Há mais de 25 milhões de adultos e crianças com diabetes nos EUA , de acordo com a Associação Americana de Diabetes. A ADA estima que cerca de 80 milhões de pessoas podem ser pré-diabéticas, com quase dois milhões de novos casos diagnosticados em adultos em 2010. Em 2007, a diabetes contribuiu para um total de 231.404 mortes.

O estudo analisou 4.427 pacientes diabéticos que fizeram uso de medicamento redutor de açúcar no sangue entre 01 de Janeiro de 2000 e 01 de Julho de 2012. Destes pacientes, 1.488 tomavam medicamento GLP-1 e 2.939 não faziam uso deste medicamento.

Ao longo de um período de observação de 663 dias, houve 281 internamentos, das quais 184 foram devido a insuficiência cardíaca e 158 mortes.

A análise foi ajustada para factores tais como idade, sexo, raça, doença coronária, insuficiência cardíaca, duração da diabetes, bem como o número de medicamentos anti-diabéticos, para identificar o efeito específico de medicações GLP-1. Os investigadores também analisaram internamentos e mortes por todas as causas.

A equipe descobriu que a utilização de medicações GLP1 foi associada com um risco reduzido de hospitalização por insuficiência cardíaca, ou por qualquer outra razão, bem como menos mortes.

“Estes resultados preliminares parecem muito promissores. No entanto, este foi um estudo retrospectivo e esse assunto precisa de mais investigação”, conclui Lanfear.

 

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