O diabetes tipo 1 afeta as relações para os pacientes e seus parceiros, segundo pesquisa

Pesquisas são necessárias para entender melhor como os pacientes com diabetes tipo 1 lidam com os desafios emocionais e interpessoais assim como enfrentam agentes estressores psicossociais de afeto, qualidade de vida e controle glicêmico.

De acordo com um foco qualitativo no grupo de estudo, ansiedade e medo pesam de forma significativa nas mentes dos pacientes e seus parceiros, conseqüentemente, afetando o seu relacionamento.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York e da Universidade Brigham Young conduziram quatro grupos focais: dois de adultos com diabetes tipo 1 e dois com parceiros de pacientes com diabetes tipo 1. Para ambos os grupos foram feitas duas perguntas: “Quais são os desafios emocionais e interpessoais que você experimentou, pelo fato de você ter (ou o seu parceiro ter) diabetes tipo 1” e “Como é que o fato de ter (ou o seu parceiro ter) diabetes tipo 1 afeta o seu relacionamento com seu parceiro, de forma positiva e / ou negativamente?” Todas as sessões foram gravadas e transcritas e então analisadas ​​por quatro pesquisadores.

Eles usaram métodos comparativos para identificar quatro domínios principais:

  • Impacto do diabetes na relação, incluindo o nível de envolvimento dos parceiros, o impacto emocional do diabetes no relacionamento e as preocupações sobre a criação dos filhos.
  • Entender o impacto da hipoglicemia.
  • Estresse de complicações potenciais.
  • Benefícios da tecnologia.

A participação dos parceiros variou de muito pouco para significativa, no entanto, os pesquisadores identificaram ansiedade significativa sobre hipoglicemia e complicações futuras. Além disso, o estresse do relacionamento pode ser aumentado por outras fontes de conflito. Os pesquisadores também determinaram que o apoio dos parceiros foi muito valorizado e juntamente com a tecnologia tiveram uma influência positiva.

Com base nesses resultados, os adultos com diabetes tipo 1 devem receber mais atenção dos pesquisadores para que estes entendam melhor suas emoções, mecanismos de enfrentamento e resultados psicossociais e a relação desses fatores sobre a adesão e controle glicêmico.

“Além disso, quanto a seus parceiros, os efeitos que a diabetes tipo 1 tem sobre eles e suas relações devem ser reavaliadas. Futuras intervenções podem ser desenvolvidas para envolver o parceiro e avaliar se, e de que maneira, isso é benéfico. Nosso objetivo é desenvolver e testar intervenções que vão ajudar pacientes e parceiros para lidar com esses desafios de forma eficaz e ter sucesso em sua auto-gestão. ”

 

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