Blog – Parte 11 – As férias de TiaBeth

Na alta temporada, a travessia da balsa Porto Seguro-Arraial d’Ajuda é para os “fortes”

 – Você viu quantas vaquinhas na montanha?  😮

– Não.   😯

– Você viu aquele cachorro no acostamento?  😮

– Também não.   😯

– Mas você não vê nada?!! 😡

– É que esqueci meus óculos…   🙁

Enquanto TiaBeth sorri para a foto, o sol lentamente alcança a bolsa onde se encontrava sua insulina em cima da mesa, atrás e à direita da foto
Enquanto TiaBeth sorri para a foto, o sol lentamente alcança a bolsa onde se encontrava sua insulina em cima da mesa, atrás e à direita da foto

Viajar com TiaBeth é assim, ora esquece a insulina, ora esquece o glicosímetro. Nesta última viagem de férias esqueceu os óculos, mas isto não foi problema, pois para onde íamos havia um outro esquecido da viagem anterior. Isso geralmente ocorre quando usamos óculos, mas não ficamos com ele na cabeça continuamente.

Ao menos desta vez, antes de sair de casa, TiaBeth certificou-se de estar levando todos os apetrechos necessários para o controle de sua diabetes, pois em Arraial d’Ajuda no sul da Bahia, para onde estávamos indo, não havia farmácia que vendesse a sua Humalog ou fitas de seu aparelho para medir a glicose.

Em caso de emergência, deveríamos pegar uma balsa até Porto Seguro, que fica a pouco mais de 10 minutos de distância, mas nesta época do ano a fila de espera para o embarque, dependendo do horário, pode ser de até 2 horas.

Tudo estava indo muito bem até faltar poucos dias para o fim das férias, quando ao contar as fitas restantes de seu aparelho, reparou que tinha em quantidade suficiente para fazer somente três medições diárias, sem poder cometer qualquer erro. Usualmente ela costuma fazer pelo menos cinco medições e comete um erro de vez em quando.

Para piorar, também nos últimos dias, esqueceu a bolsa de praia numa mesa que foi alcançada pelo sol da tarde durante alguns minutos e, desde então, mesmo estando a insulina protegida dentro daquela bolsa, começou a achar que a mesma já não fazia efeito.

A partir daí, TiaBeth passou a tomar uma insulina “vencida” sem poder medir a glicose com frequência para verificar se estava fazendo efeito. Felizmente quando fazia as medições, os seus níveis se encontravam normais.

tiabeth-na-balsa
TiaBeth durante a travessia da balsa para Porto Seguro (BA). Desta vez somente a passeio.

– Parece que a insulina continua funcionando.  😀

– Eu aumentei a dosagem da insulina lenta. É por isso. 😡

– Ahhh….   😀

Quem vive neste universo diabetes, sabe que ninguém é perfeito o tempo todo, por isso temos que ser compreensíveis. Na viagem de volta, antes de retornarmos ao Rio, passamos em Nova Friburgo. Lá chegando, paramos numa farmácia, compramos todos seus suprimentos e a vida continuou normalmente.   😉

 

marido-tiabethNey Limonge é psicanalista, engenheiro elétrico e casado com Raquel Limonge, diabética do tipo 1 e protagonista das suas histórias. Escreve o blog Psicoanalisando quando lhe sobra tempo e também o  Blog da TiaBeth. Ele não tem diabetes.


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