Mulheres com diabetes cuidam-se melhor do que os homens

Em Portugal a prevalência da doença atingia 12,4% da população entre os 20 e 79 anos.

Apesar das diferenças entre homens e mulheres com diabetes não serem significativas, o estudo revela que há uma diferença notória na maneira como cada género se cuida. A média de internamentos devido a diabetes mal controlados é, nos homens, de 188 por 100 mil, enquanto que nas mulheres é de 143 por 100 mil, segundo dados divulgados pela OCDE esta terça-feira. Isto demonstra que os homens não estão a tirar o máximo partido dos serviços primários de cuidados de saúde quando comparados com as mulheres, diz o estudo.

Em Portugal, segundo dados de 2010 do Observatório Nacional da Diabetes, a prevalência da doença atingia 12,4% da população entre os 20 e os 79 anos, ou seja, mais de 900 mil pessoas. Por cá, ambos os sexos têm alta prevalência de diabetes mas baixas taxas de internamento. A diminuição dos números de internados com diabetes em Portugal pode estar relacionada com o progresso nos cuidados de saúde. Estes dados divulgados são parte do relatório Health at a Glance: Europe 2012, que será conhecido esta sexta-feira.

Esta doença que pode ser mortal, pode tornar-se um preocupação ainda maior daqui a 18 anos. As Nações Unidas (ONU) alertam para que a morte por diabetes vai aumentar 60% em 2030, causando a morte de 4,8 milhões de pessoas por ano. A ONU apontou o envelhecimento e o estilo de vida não saudável como os principais responsáveis. A diabetes é uma das patologias não transmissíveis mais frequente, afectando 347 milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo a OCDE, a perda de peso moderada e as mudanças de dieta podem retardar e evitar o aparecimento da doença, e a melhor gestão da glicose no sangue pode reduzir futuras complicações. No entanto, muitos doentes nos países analisados não recebem tratamento até terem complicações mais sérias.

Os dados da Organização Mundial da Saúde mostram que 80% das pessoas com diabetes vivem nos países desenvolvidos, onde é possível diagnosticar a tempo a doença. “A diabetes afecta os recursos dos sistemas nacionais de saúde e ameaça reverter os avanços conquistados com muito esforço nos países menos desenvolvidos”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, num comunicado que assinala o Dia Mundial da Diabetes, que se celebra na quarta-feira.

Há um ano, a assembleia geral da ONU reconheceu a diabetes como um desafio global, fixando o objectivo de reduzir em 25% a mortalidade prematura causada por estas doenças até 2025.

 

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