Como eu venci o diabetes

A menos que você ganhe na loteria ou tenha herdado uma grande quantidade de dinheiro, ninguém acorda um dia e de repente grita: “Estou rico!”.  Criar e desenvolver a riqueza é um processo que leva tempo. A mesma coisa vale para o diabetes. Se você não nasceu com ela, o diabetes é uma doença que algumas pessoas desenvolvem ao longo de um período de tempo, como foi o meu caso.

De acordo com a Associação Americana de Diabetes, 25,8 milhões de crianças e adultos nos Estados Unidos – 8,3 por cento da população – tem diabetes, e isso deve dobrar em 10 anos. Existem três páginas de estatísticas básicas sobre o diabetes, e elas são assustadoras. Esta é uma doença que vem crescendo em proporções epidêmicas, mas a maioria das pessoas não entende o diabetes e como isso padecem.

Na primavera de 2009, fui diagnosticado com diabetes tipo 2. Eu tinha 53 anos de idade, pesava mais de 113 quilos (meu peso normal sempre foi 85 Kg). Eu me senti miserável, pois sofria de fadiga constante e estava sempre irritado. Experimentei uma fome contínua, sede e ainda urinava com enorme frequência. E o pior de tudo: perdi meu apetite sexual.

Isso não aconteceu do dia para a noite. Apesar de achar que tinha uma dieta saudável, eu vinha consumindo bastante carboidratos, especialmente durante o café da manhã. Os americanos, em particular, comem sobremesas durante esta refeição. Croissants, bolos, biscoitos amanteigados pegajosos, cereais carregados de açúcar e carboidratos processados são consumidos durante o café da manhã para a maioria de nós.

A maioria das pessoas, erroneamente, associa o diabetes ao consumo de açúcar na forma de doces e guloseimas, mas para outros (especialmente eu) os carboidratos simples são o verdadeiro inimigo. Carboidratos refinados, como pão branco, arroz e massas são imediatamente convertidos em açúcar e, quando comidos em excesso, causam estragos sérios no corpo humano.

Meu café da manhã (às 07:00) consistia de trigo desfiado (carboidratos puros) com uma banana e um pãozinho (mais carboidratos). Por volta das 10:30, eu estava sempre faminto e comia algum tipo de fruta para segurar a fome até o almoço. Meu almoço geralmente era composto de macarrão primavera, que – por causa dos vegetais – eu, de forma errada, presumia ser saudável. Aos 49 anos, apesar de fazer exercício regular (corrida e musculação), comecei a ganhar de 5-7 quilos por ano e aos 53 anos me vi obeso, miserável e diabético tipo 2.

Eu fui a um médico e descobri que o meu nível de açúcar no sangue em jejum era inaceitavelmente alto sendo que este me receitou metformina para ajudar a gerenciar os níveis de insulina. Ele recomendou que eu fosse me consultar com um endocrinologista, que imediatamente informou-me que eu possuía o tipo 2 da diabetes.

Tipo 2 é a forma mais comum da diabetes, e de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, – “Quando você tem diabetes tipo 2, a sua gordura, células do fígado e músculo não respondem corretamente à ação da insulina. Isto é chamado de resistência à insulina. Como resultado, o açúcar consumido não se armazena na forma de energia dentro das células. E por não entrar nas células, níveis elevados de açúcar se acumulam no sangue”. Isso é chamado de hiperglicemia. “Se não for controlado, ele acabará por danificar os nervos, vasos sanguíneos, levar a acidente vascular cerebral e doença cardíaca”.

Com a ajuda da Internet, eu comecei a fazer pesquisa e encontrei na Duke University, a Diet & Fitness Center, que tinha um programa de uma semana especializado em diabetes. O conceito básico daquele centro, é que as dietas não funcionam se você não se ajustar e mantiver um estilo de vida novo (permanente). A maioria das dietas tratam as pessoas como abstrações, envolvendo 10 ou 10 mil pessoas. A Duke considera o indivíduo e após consulta com um médico e uma nutricionista, uma dieta é concebida especificamente para essa pessoa.

Minha semana na Duke foi um enorme sucesso, resultando em uma perda de oito quilos. A dieta é sempre baseada em uma abordagem bem saudável. A maior mudança para mim foi a de eliminar os carboidratos refinados da minha dieta. Carboidratos refinados foram substituídos por grãos integrais. Arroz branco, massas, batata e pães deixaram de ser consumidos. Eu comecei a combinação de dois cereais integrais sem açúcar – Uncle Sam & Ezequiel, juntamente com um ovo cozido no café da manhã, que normalmente me mantinha saciado até meio-dia. O almoço agora consiste de uma salada saudável coberta com frango, atum ou salmão. Se eu for comer um sanduíche, sempre sempre em pão multi-grãos com carne fresca não processada ou peixe.

A lição mais importante que eu aprendi na Duke foi da importância do auto-conhecimento. As pessoas pesquisam bastante sobre um produto que querem comprar ou férias que querem tirar, mas elas procuram saber pouco sobre seus próprios corpos. Eu agora sigo uma dieta saudável, mas de maneira alguma a considero restritiva. Meus médicos dizem que minha saúde atual é excelente. Assim que eliminei os carboidratos ruins e equilibrei minha dieta, meu corpo respondeu muito rapidamente. A sede e o hábito de urinar constantemente desapareceram em uma semana. Meu desejo sexual voltou ainda maior. Todos os meus números (triglicérides e colesterol) são menores do que eram há 20 anos.

Enquanto eu mantiver o meu peso e fizer exercício físico regular, eu não preciso testar meu sangue todos os dias, embora eu o faça ocasionalmente. Quanto aos ovos cozidos, o fato de comer dois por dia não aumentou o nível de meu colesterol. Meu menor peso nos últimos dois anos foi de 84 quilos. Hoje é 87,5 Kg, mas a minha meta de peso é de 83 quilos, que irá reduzir a gordura de minha barriga e ajudar meu pâncreas a  fornecer insulina de forma mais eficaz.

Meus médicos acreditam que, enquanto eu continuar a combinação adequada de dieta e exercício físico não vão encontrar em mim os efeitos negativos da diabetes, por isso considero-me vitorioso. Até onde sei, – “Eu já venci a diabetes”.

 

Rob-Taub-660

Rob Taub é um escritor e comediante. Ele é o anfitrião de Hub Tech em WOR rádio AM.

 

 

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