Remédio para diabetes pode inibir câncer de mama, diz novo estudo

Uma nova pesquisa volta a relacionar o uso da metformina, remédio comumente indicado para tratar pessoas com diabetes tipo 2, com a inibição de células cancerígenas da mama. Ela é usada para minimizar a ocorrência de complicações decorrentes da diabetes e reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL) e triglicérides (TG). Pesquisas anteriores já fizeram esta ligação, mas, desta vez, foi analisado o possível surgimento de novos casos de câncer de mama em mais de 68 mil mulheres que já haviam passado pela menopausa, divididas em grupos de portadoras ou não da diabetes.

As participantes foram assistidas ao longo de um ano e, depois disso, foi concluído que as que usavam a metformina para controlar o diabetes tiveram risco 25% menor de desenvolver câncer de mama quando comparadas às que não usavam. Segundo explica o oncologista Claudio Calazan, do Centro Oncológico de Niterói (CON), em estudos experimentais, níveis elevados de glicose e insulina estão associados ao aumento do metabolismo e da divisão celular, com redução da apoptose (morte celular programada), o que estimula o crescimento de tumores de mama, pulmão e próstata. “A metformina parece atuar de duas formas: indiretamente, através da redução dos níveis de glicose no sangue e insulina circulante, e também diretamente, a nível molecular, dentro das células, inibindo uma das vias da carcinogênese.”

Outra boa notiícia, de acordo com o profissional, é que ao contrário de outras drogas para o tratamento do câncer, nas quais o custo financeiro é muito elevado, a metformina é uma medicação mais em conta. “O estudo também abre caminho para que outras drogas semelhantes possam ser exploradas em um futuro próximo”, reforça. A pesquisa foi publicada na edição de julho do periódico Journal of Clinical Oncology.

Experiências com ratos

Em 2009, a Escola Médica de Harvard teve sucesso nesse sentido com experiências conduzidas com ratos. No experimento, a metformina ajudou a reduzir tumores de mama mais rapidamente e também a manter os animais mais saudáveis. Os cientistas envolvidos disseram que a medicação teria alvejado células-tronco do câncer de mama – um tipo de célula-mãe que resiste ao tratamento convencional e pode ser a fonte de vários tumores que se recuperam após o tratamento.

 

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