Nova insulina basal próxima da comercialização

O controle da glicose a partir da Degludec da Novo Nordisk é comparável a Lantus

De acordo com resultados de novo estudo, Degludec, uma  insulina experimental de longa ação da Novo Nordisk, foi considerada bastante eficaz na redução dos níveis de glicose no sangue e levado a incidentes muito menos potencialmente perigosos de hipoglicemia noturna se comparado com a Lantus, insulina da Sanofi que é a mais vendida deste tipo atualmente.

A pesquisa teve como objetivo primário o estudo do uso da degludec em pacientes com diabetes tipo 2, verificando a diminuição dos níveis de glicose do sangue tal qual o funcionamento da insulina Lantus, com base em uma medida de controle ao longo do tempo chamada de A1C.

O experimento também visava constatar se degludec poderia reduzir os incidentes de hipoglicemia, o efeito colateral mais temido da insulina em que o açúcar do sangue cai para níveis que podem causar desmaios ou prejudicar a função cardíaca. Médicos e pacientes estão particularmente preocupados com a hipoglicemia  noturna, porque estando os pacientes dormindo, se encontram incapazes de reconhecer ou resolver o problema.

Ao final da pesquisa, as taxas de hipoglicemia total foram estatisticamente semelhantes para ambas as drogas, conhecidas como insulinas basais, nas 52 semanas de estudo com 1.030 pacientes. Mas a taxa de hipoglicemia durante a noite foi de 36 por cento mais baixo para aqueles que tomaram a droga injetável da Novo Nordisk (decglucec), em comparação com Lantus.

“Isso pode ser considerado como uma redução notável”, disse o pesquisador principal do estudo, Dr. Bernard Zinman, em uma entrevista por telefone.

“Uma das coisas que queremos realmente evitar no controle do diabetes é a hipoglicemia. Este é um avanço significativo no uso de insulina basal, principalmente no controle do diabetes tipo 2”, disse ele.

Degludec, que está aguardando uma decisão de aprovação do FDA nos EUA, sofreu um revés regulamentar na sexta-feira quando a Food and Drug Administration adiou a revisão desta insulina de ação ultra-longa até 29 de outubro a fim de considerar mais dados. Os investidores esperavam que a FDA tomasse a sua decisão sobre a droga até 29 de julho.

Esta nova insulina da Novo Nordisk e uma outra droga experimental basal ainda sendo desenvolvida pela Eli Lilly and Co, se aprovadas, iriam arrebatar um grande pedaço do faturamento anual da Lantus que corresponde a 5 bilhões (U$) em vendas. Esta droga da Sanofi possui atualmente cerca de 80 por cento do mercado de insulina basal.

A Novo Nordisk testou a degludec em um grande número de usuários, sendo que entre os pacientes havia aqueles com diabetes tipo 1, o menos comum e  de forma mais grave da doença que geralmente começa na infância, e também em pacientes com diabetes tipo 2, que está intimamente ligada à obesidade.

Pacientes com diabetes tipo 1 necessitam tomar algum tipo de insulina basal, bem como insulina de ação rápida na hora das refeições. A insulina basal é para manter os níveis de açúcar no sangue consistentes durante longos períodos. Muitos pacientes com diabetes tipo 2 começa com drogas orais, mas muitos, eventualmente, necessitam de insulina.

Reduções significativas do quadro de hipoglicemia foram observados em uma série de ensaios de degludec em ambos os tipos (tipo 1 e tipo 2) de pacientes, disse Zinman, professor de medicina na Universidade de Toronto. Ele foi apresentar os dados de seu estudo no sábado nas sessões científicas anuais da Associação Americana de Diabetes, na Filadélfia.

“Eu vejo isso como sendo uma insulina de que as pessoas ou pacientes que estão tendo quadros de hipoglicemia muito rapidamente adotarão como a insulina de escolha no contexto da substituição de suas atuais insulinas basais”, disse Zinman.

Zinman disse ter observado que os pacientes que tomam degludec em seu estudo, desenvolvem pequenos ganhos de peso, comparáveis ​​aos observados com Lantus. O ganho de peso são uma preocupação para os diabéticos, pois eles podem levar à obesidade ou aumentá-la ainda mais, o que pode agravar sua condição.

Os efeitos colaterais mais comuns observados em doentes ao tomar degludec incluíram inflamação gastrointestinal, bronquite e dores de cabeça.

Mais de 360 ​​milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes sendo que mais de 90 por cento delas possuem o tipo 2, segundo a Federação Internacional de Diabetes.

 

 

http://in.reuters.com/article/2012/06/08/diabetes-novonordisk-degludec-idINL1E8H89JU20120608


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