Maioria dos diabéticos do país são mulheres

6% das mulheres do país eram diabéticas em 2011 segundo informações do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde (MS) divulgou nesta quarta feira que a taxa de diabéticos nas capitais brasileiras em 2011 é de 5,6% da população, ficando em 5,2% entre os homens e 6% entre as mulheres. Comparados aos índices de 2010, esses apontam ligeira redução (em 2010, a taxa total era de 6,3%).

Os percentuais crescentes de diabetes no país podem estar relacionados ao aumento da obesidade e do excesso de peso, principais fatores de risco para a doença. Segundo o Vigitel 2011, no período de 2006 a 2011, houve um crescimento de 28% na prevalência de obesidade no Brasil. Nos homens, o percentual de excesso de peso passou de 47,2% para 52,6% nos últimos seis anos.

A pesquisa Vigitel 2011, que entrevistou 54 mil pessoas, sendo 2mil em cada capital nas 27 unidades da federação, mostra que o Rio de Janeiro é a quarta cidade com maior índice de diabetes, com cerca de 6% da população. Fortaleza esta em primeiro lugar, com 7%, e Palmas em último, com 3%.

Mas o ministro Alexandre Padilha afirmou que não é possível falar em tendencia de queda da doença, apesar da redução na comparação entre 2010 e 2011. Pelo contrário, segundo ele, a análise dos dados desde 2006, quando a pesquisa telefônica do ministério começou a ser feita, apontam tendência de elevação da doença.

Em 2006, 5,2% dos entrevistados disseram já terem sido diagnosticados com diabetes. Entre os homens, esse índice era de 4,4%. Entre as mulheres, 5,9%. Para o MS, os dados da população geral e das mulheres são de estabilidade. Mas, entre os homens, há crescimento.

– A tendência é preocupante – afirmou Padilha, destacando que, entre os idosos com mais de 65 anos, 21,6% sofrem de diabetes. Entre a população de 18 a 24 anos, essa taxa é de 0,6%.

Segundo o Ministério, o fato de o Rio ter muitos idosos ajuda a explicar o fenômeno, assim como o fato de Palmas ter muitos jovens, seria a causa para o baixo índice da doença na capital do Tocantins.

A pesquisa apontou também que 22,7% da população adulta brasileira é de hipertensos.

O Globo – http://www.oglobo.com.br


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