Obesos que reduzem o estômago podem voltar a engordar

Sociedade de Cirurgia Bariátrica alerta para o fato dos obesos operados recuperarem o peso perdido.

Pesquisas recentes mostram que metade dos obesos que se submetem a cirurgia bariátrica, voltam a engordar parcialmente e que 5% deles recuperam todo o peso perdido. A redução de estômago hoje é o método mais eficaz para quem precisa emagrecer por meio de intervenção cirúrgica, mas é preciso mudar os hábitos e manter uma alimentação saudável pelo resto da vida.

Antes de optar pela redução, o paciente deve se certificar junto a um profissional que este recurso é de fato necessário, pois há casos em que apenas exercícios e reeducação alimentar resolvem. Ao contrário do que muita gente pensa, o estômago dos obesos mórbidos não é maior que o dos magros.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, capítulo Rio de Janeiro, Mauricio Emmanuel Gonçalves Vieira, a cirurgia requer muita cautela, pois não significa emagrecimento total e instantâneo, além de oferecer riscos, como qualquer outro procedimento desta complexidade. A técnica, que é praticada no Brasil há 20 anos, cada dia ganha mais adeptos. Ela foi desenvolvida com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos obesos, assim como a extinção ou mesmo diminuição das doenças associadas, como diabetes tipo 2. Segundo o IBGE, até 2010 havia 12,5% dos homens adultos com obesidade e 16,9% das mulheres.

“Após a cirurgia, estudos apontam uma perda média de 60% do peso original, que costuma ocorrer em até um ano e meio. A pessoa passa a sentir menos fome, pois a operação mexe com hormônios que regulam a vontade de comer”explica Maurício Emmanuel. Em 85% dos casos, quem tem diabetes tipo 2 também deixa de manifestar a doença. O país já é o segundo no mundo em número de pacientes.

Tipos de cirurgia-Cirurgias restritivas com desvio do trânsito intestinal – são as mais realizadas. Reduz o estômago, diminuindo bastante a quantidade de alimento ingerido, e também promovem um desvio no curso do intestino. Esse desvio permite que o intestino absorva menos gordura, além de estimular a produção de hormônios que diminuem a fome e melhoram a diabetes.

Derivações bílio-pancreáticas – são procedimentos com indicações mais selecionadas que levam a um processo de maior disaborção alimentar e não interferem na quantidade de alimento. Ou seja, ela diminui e modifica um pouco o curso do intestino

Cirurgias restritivas – são as menos utilizadas atualmente, têm o objetivo de restringir o volume de alimento ingerido. Ela diminui o tamanho do estômago.

Cuidados pós-cirúrgicos -Na primeira fase da recuperação, o paciente deve bebericar, a cada meia hora, cerca de 100 ml de líquidos, como água, chá, gelatina, água de coco, isotônico e caldos caseiros de carne e frango, sem resíduos. Na segunda fase, entram pequenas quantidades de macarrão, carne moída, purê e frutas cozidas.

A terceira fase inicia com dois meses após a operação, onde são liberadas as saladas cozidas, a carne picada, e não somente moída e as frutas cruas. Tudo isso dividido em seis refeições diárias.

Maurício Emmanuel alerta para efeitos como anemia, perda de cabelo e gases. Também pode ocorrer o chamado “dumping”, um mal-estar quando é ingerido muito líquido ou alimento de uma só vez. “É preciso mastigar bem a comida e consumir água suficiente em pequenos goles”, finaliza o cirurgião Maurício Emmanuel. [ Tel.:(21) 2226- 6391| 7819-5263].

 

 

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