Terapia celular é uma esperança para tratar diabetes

 

É uma realidade que várias doenças estão sendo submetidas a tratamentos diferentes dos tradicionais. A medicina tenta, a passos mais lentos, acompanhar a evolução tecnológica. A indústria farmacêutica, por exemplo, deu um grande salto nessa última década. Tornou realidade vários sonhos, e assim a medicina ganhou inúmeras batalhas. Entre elas, é possível citar o controle da evolução de doenças ateroscleróticas (Colesterol X Estatinas), o controle da depressão (Fluoxetina) e a impotência sexual (Sildenafil – Viagra). Após esse “Boom” medicamentoso os estudos se voltam para a era da terapia celular.

Muitas pesquisas estão saindo dos laboratórios e universidades entrando na realidade da sociedade. Após polêmicas ético-religiosas as células-tronco saíram fortalecidas e comprovadamente eficazes para tratar várias patologias. Na maioria dos tratamentos é utilizada a célula-tronco adulta, restringindo as embrionárias para pesquisas. “Talvez, o grande erro de alguns médicos-cientistas, foi a divulgação empolgada de cura para diversas doenças. Esse fato leva a profissionais mais tradicionais a repudiar algumas ações já comprovadas. Sempre houve aqueles “moderninhos” que aceitam facilmente inovações e os tradicionais que as veem com restrição. Um exemplo é a Videolaparoscopia (técnica cirúrgica minimamente invasiva), que há 10 anos causava ojeriza em alguns cirurgiões, hoje, tornou-se o tratamento de primeira escolha e até utilizado como método diagnóstico”, diz o Dr. Alexandre Trevisan, cirurgião vascular e diretor médico no Banco de Cordão Umbilical.

O Diabetes, de forma geral, é uma doença endêmica, atingindo milhares de pessoas pelo mundo afora. As complicações e limitações na qualidade de vida imposta por essa doença são tão preocupantes quanto doenças mais graves, como o câncer. A diferenciação dos tipos de Diabetes é de grande valia para estudos epidemiológicos e como prevenção. O Diabetes “tipo II” acomete pessoas na fase adulta (terceira idade) e normalmente está relacionado a fatores de risco e a hereditariedade. Esse é mais comumente encontrado, principalmente em países desenvolvidos onde a obesidade é comum e a média de vida é maior. A prevenção e tratamento têm resultados expressivos, medicamentos e modo de vida influenciam muito no resultado.

O “tipo I” possui uma grande importância clínica, devido ao fato, do risco de morte, nos casos em que o diagnóstico é tardio. Acomete, principalmente, crianças e adolescentes, é secundário a uma infecção. As causas exatas ainda não foram completamente desvendadas. Esse tipo de diabetes tem uma evolução rápida, o próprio organismo se encarrega de destruir as células pancreáticas produtoras de Insulina. Este hormônio é responsável em fazer o aproveitamento da glicose, energia que alimenta as células do organismo. Sem ele os altos índices de glicemia no sangue podem determinar a morte.

O tratamento dessa doença, até alguns anos atrás, era realizado somente com aplicação de insulinas. Mas a cada dia são desenvolvidas novas formas para o controle da glicemia, por meio de variados equipamentos. O grande problema encontrado pelos profissionais que tratam jovens portadores dessa doença é a adesão ao tratamento. Devido às limitações impostas pela forma de tratar e pela própria enfermidade, não é incomum ver jovens se rebelando e não aderindo ao tratamento. O risco inerente de hiper e hipoglicemia deixa os pais transtornados envolvendo assim toda a família.

O diabetes tratava-se de uma doença sem cura, ou seja, o paciente está em constante monitoramento. Mas a terapia celular veio para dar esperanças reais a essas famílias. Hoje já na prática há resultados fantásticos com perspectivas de cura. O Brasil, por exemplo, é um dos centros mundiais onde os estudos de terapia celular estão mais avançados.
A grande vantagem das células-tronco adultas nas aplicações terapêuticas é a ausência de efeitos colaterais. No caso do Diabetes é realizado um procedimento de quimioterapia e depois a transfusão das células-tronco. Os riscos verificados estão na quimioterapia e na retirada de células- tronco da medula. Outro risco seria a rejeição caso utilize células-tronco de outro paciente. Ainda não se sabe o porquê, mas após a quimioterapia e transfusão as células de defesa da criança não retornam ao ataque fatal sobre o pâncreas. As células-tronco refazem o Pâncreas com uma proteção extra, como vemos nos tratamentos de cardiopatia Chagásica.

Refletindo em cima dessas pesquisas, as células da própria criança, retiradas no período em que ela está debilitada e doente pode se tornar um transtorno, haja vista que a retirada da medula tem propriedades cirúrgicas. “A pergunta que se faz é: se essa criança tivesse armazenado células-tronco do cordão umbilical iria facilitar e melhorar o tratamento? Grande parte dos pesquisadores acredita que sim, outra parte não tem experiência para responder. Penso sinceramente que é muito cedo para afirmarmos isso ou aquilo, é melhor sermos norteados pelo tempo e pelas evidências médicas. Estamos em fase de aprendizado, nós médicos e os cientistas que não param de disponibilizar, diferentes armas para, combater doenças ditas antes “incuráveis””, diz o Dr. Alexandre (com Marsi – Assessoria de Imprensa e Comunicação).

 

Fonte: Bonde


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