Síndrome Metabólica – O que é e como tratá-la

Diabetes, pressão alta, doenças cardíacas, colesterol alto e obesidade são doenças cada vez mais frequentes no mundo todo e o conjunto delas é o que chamamos de Síndrome Metabólica. Muitas pessoas sofrem com essas doenças, mas como todas elas estão ligadas aos maus hábitos de vida, o tratamento e a cura são difíceis, pois nem todos conseguem mudar seus hábitos.

Alimentação saudável e atividades físicas são fundamentais para quem quer tratar a síndrome metabólica, pois a obesidade é a sua principal causa. Na verdade, a obesidade é o gatilho para todas as outras doenças que fazem parte desse conjunto.

Por isso, faz-se necessário entender o que é a síndrome metabólica, quais os sintomas, causas, fatores de risco e complicações. Nesse artigo falaremos sobre tudo isso e também sobre como tratar e prevenir a síndrome metabólica.

1. O que é síndrome metabólica?

Antes de explicar sobre a síndrome metabólica é importante entender sobre um hormônio chamado insulina, o qual é fundamental em nossas vidas. A insulina é responsável por retirar a glicose do sangue e levá-la às células para ser transformada em energia. Quando a insulina não consegue realizar corretamente essa função, caracteriza um  problema chamado resistência insulínica.

A resistência insulínica é a principal causa da diabetes, mas também desencadeia problemas como hipertensão, colesterol alto, doenças cardiovasculares e obesidade. O conjunto dessas doenças é denominado síndrome metabólica e está relacionadacom um altíssimo grau de mortalidade, principalmente em pessoas com doenças cardiovasculares.

2. Veja se você tem a síndrome metabólica (sintomas)

Embora exista a ligação das doenças citadas acima com a síndrome metabólica, não existe um único critério para identificar essa síndrome. Os critérios mais aceitos são os da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do National Cholesterol Education Program (NCEP), os quais indicam as seguintes características:

  • Obesidade central – circunferência da cintura acima de 88 cm nas mulheres e acima de 102 cm nos homens
  • Hipertensão Arterial – pressão arterial sistólica acima de 130 mmHg e diatólica acima de 85 mmHg
  • Glicemia alterada – acima de 110 mg/dL ou histórico de diabetes
  • Triglicerídeos – acima de 150 mg/dL
  • HDL colesterol – abaixo de 40 mg/dL em homens e abaixo de 50 mg/dL em mulheres

Em consulta médica, também são observadas as seguintes características e sintomas:

  • Sobrepeso – Cansaço, dores articulares por sobrepeso, apnéia do sono, alterações menstruais e ovários policísticos no caso das mulheres e perda de libido nos homens;
  • Colesterol – Tonturas, aumento do risco de infarto e derrames;
  • Hipertensão – Dores de cabeça, mal estar geral, cansaço, tonturas e zumbidos;
  • Diabetes – Boca seca, perda de peso, sede em excesso, cansaço, tonturas e mal estar.

Outros sinais que caracterizam resistência insulínica e que também pode ser indício de síndrome metabólica são:

  • Crescimento da pele do pescoço, aparecimento de lesões e verrugas escurecidas (acrocórdons);
  • Escurecimento da pele (hiperpigmentação) com aspecto aveludado nos cotovelos, pescoço e axilas (acantose nigricans).

sindrome metabolica

3. Causas e fatores de risco

A principal causa da síndrome metabólica é a obesidade e o principal fator de risco são as doenças cardiovasculares. Isso porque os fatores que mais influenciam no desenvolvimento da síndrome metabólica são todos aqueles relacionados ao aumento de peso.

O tabagismo é outro fator de risco, pois aumenta o índice de doenças cardíacas potencializando assim o surgimento da síndrome metabólica. Além disso, deve-se levar em consideração o histórico familiar, ou seja, se os familiares são cardíacos, apresentam sobrepeso ou algumas das patologias do conjunto que compõe a síndrome.

A síndrome metabólica afeta cerca da metade dos adultos na faixa dos 50 aos 60 anos. Essa estatística tende a aumentar considerando o grande número de casos de obesidade infantil, pois atualmente as crianças estão submetidas a alimentação desregulada com uma grande oferta das chamadas “junk foods”, o que por consequência causam o aumento de peso e acúmulo de gordura.

O excesso de gordura corporal, especialmente localizado na região abdominal, leva a um desequilíbrio metabólico que resulta em um elevado nível de insulina no sangue e na consequente resistência insulínica. A maioria das pessoas não apresenta os sintomas e até mesmo sente-se bem, mas o risco aumenta progressivamente de acordo com a idade e com os maus hábitos de vida, incluindo o uso do cigarro, álcool e drogas.

4. Complicações possíveis

A síndrome metabólica aumenta o risco de problemas cardiovasculares (infarto, AVC e entupimento das artérias), doenças renais, oculares e hepáticas, cujo risco é até quatro vezes maior do que em pessoas normais.

Outra consequência é o desenvolvimento de diabetes, devido à resistência insulínica. Nesse cenário, as células precisam de uma quantidade maior de insulina para absorver a glicose do sangue e isso faz com que as células betas do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina, sofram um processo degenerativo causado por excesso de trabalho.

5. Como tratar a síndrome metabólica

Para tratar a síndrome metabólica é importante inicialmente tratar os seus componentes. Por isso, é essencial que seja adotado um estilo de vida saudável, evitar o cigarro, realizar atividades físicas e perder peso. Com a perda de peso é possível controlar a pressão arterial, os níveis de colesterol, triglicérides e até mesmo a diabetes, sem precisar de medicamentos.

Caso seja necessário intervir com algum medicamento, este deverá ser prescrito por um endocrinologista.

6. Como prevenir

Assim como para tratar a síndrome metabólica, indica-se a adoção de hábitos de vida saudáveis e a prática de atividade física, uma vez que a pessoa já possui essas práticas, dificilmente irá sofrer com esse problema. Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais, gorduras boas, pouco sal e isenta de gorduras saturadas e açúcar é um verdadeiro “escudo” contra a síndrome metabólica.

Visite seu médico regularmente para fazer o controle dos níveis hormonais, pressão arterial e peso. Não deixe para se cuidar quando o problema já estiver instalado. Tendo consciência dessas informações, comece a se cuidar o quanto antes!

 

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