‘E-Mosquito’ – O relógio que dá uma picada, mas mede seu sangue

Quando se trata de futuros dispositivos portáteis para monitoramento da saúde, um dispositivo artificial que suga o sangue e que fica permanentemente amarrado ao pulso não soa como se fosse algo como indispensável. Mas seu lance inicial de vendas pode enganar. Na verdade, estamos falando da versão do chamado “e-Mosquito” que pode vir a ser bastante útil para pacientes com diabetes. E isso leva seu mercado potencial de alguns entusiastas de vampiros para os estimados 371 milhões de pessoas em todo o mundo afetadas pela condição.

“O e-Mosquito é um dispositivo portátil e imponente que pode morder a pele de um paciente diabético, pegando uma amostra de sangue capilar, analisando sua quantidade de glicose para finalmente informar o resultado, sem utilização de fio, para um smartphone, internet, ou qualquer equipamento conectado”, disse Martin Mintchev, professor de engenharia elétrica e informática na Universidade canadense de Calgary, à Digital Trends.

O projeto começou em 2007 com um protótipo que era aproximadamente o tamanho de um baralho de cartas. Agora ele evoluiu para um dispositivo menor, mais semelhante a um relógio, com um atuador baseado em liga de memória de forma (SMA). Isso permitiu que a equipe reduzisse o dispositivo, enquanto ao mesmo tempo este permaneceu capaz de produzir uma força de penetração maior na pele – embora tenhamos a certeza de que não machuca mais do que uma picada de mosquito real.

O novo dispositivo embala uma bateria, display LED, atuador e outros componentes, enquanto um cartucho descartável carrega uma agulha e uma tira de teste. Pode ser programado para tirar uma amostra em horários pré-estabelecidos, o que significa que o usuário nem precisa parar e pensar em picar o dedo para obter uma amostra de sangue.

Ainda há muito trabalho a ser feito, especialmente se o e-Mosquito for projetado para, eventualmente, expandir seu uso para incluir outros testes, como testes genéticos ou rastreamento de câncer, como espera Mintchev. Por enquanto, no entanto, o plano é continuar trabalhando neste protótipo de forma a torná-lo vendável.

“No momento, estamos trabalhando na integração do mecanismo de detecção de glicose, com a esperança de comercializar o dispositivo o mais rápido possível”, disse Mintchev.

Tanto este trabalho, quanto a pesquisa da Apple (possível) sobre dispositivos de gerenciamento de diabetes e outras iniciativas de tecnologia, como a do Hospital Universitário de Montpellier, o projeto de pâncreas artificial da França, todos parecem estar buscando melhorar a vida dos pacientes com diabetes.

 

https://www.digitaltrends.com/


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