Pesquisadores dos EUA testam um tratamento inovador para o diabetes tipo 1

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O diabetes se diferencia em dois tipos principais: diabetes tipo 1, que está geralmente associado a fatores imunológicos, onde o próprio organismo do paciente destrói as células produtoras de insulina, o que leva a escassa produção deste hormônio no organismo e, o diabetes tipo 2, que se caracteriza pela dificuldade da ação da insulina em levar a glicose as células, e que geralmente está associado a um descontrole alimentar, obesidade e ao sedentarismo. Isto faz com que os tratamentos sejam bem diferentes.

No diabetes tipo 1, o tratamentos consiste em compensar essa deficiência com injeções diárias de insulina sintética. No diabetes tipo 2, o tratamento consiste em reeducação alimentar, atividades físicas e medicamentos que melhorem a ação da insulina nas células.

Recentemente, um trabalho conduzido por cientistas das universidades da Califórnia e Yale dos Estados Unidos, apontam para uma novo tratamento do diabetes tipo I que é capaz de barrar o diabetes em sua origem e não apenas corrigi-lo com injeções de insulina no organismo.

Os pesquisadores americanos descobriram que o organismo do diabético tipo 1 contém um número muito baixo de células linfócitos T reguladores, células de defesa do organismo que tem o papel natural de regular a intensidade com que o corpo se defende de corpos estranhos, como vírus ou bactérias. A baixa produção pelo organismo deste tipo específico de linfócito faz com que o sistema imunológico aja descontroladamente e, no caso do diabético, ataque às células produtoras de insulina no pâncreas, as células beta.

O tratamento inovador (ainda em teste) consiste extrair linfócitos T reguladores do organismo do paciente, multiplicá-los em laboratório e injetá-los na corrente sanguínea do doente. Em abundância, eles protegem as células produtoras de insulina ainda saudáveis do sistema imunológico.

Os resultados são muito animadores e, no período de dois anos do estudo, o pâncreas dos pacientes avaliados permaneceu produzindo insulina naturalmente. Os teste já passaram pela chamada fase 1, atestado de segurança da terapia avaliada. Até ser concluído, há a necessidade de outras duas etapas nas quais serão analisadas a segurança e a eficácia em um número maior de voluntários, ao longo de pelo menos cinco anos de estudo.

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